Prólogo - Entre Beijos e Ofensas Eliza Odeio o jeito que ele me olha. Como se lesse cada parte de mim. Como se ainda soubesse quem eu fui. Lyan Renzo sempre foi o garoto que destruiu meu castelo de areia com um sorriso. Na infância, ele me prometeu o céu. Na adolescência, me deu o inferno. Agora, estamos no mesmo corredor, na mesma faculdade, no mesmo maldito dormitório compartilhado por paredes finas demais. Eu não sei quando ele virou o tipo de problema que me faz querer fugir... ou beijar. Só sei que entre todas as vozes do mundo, a dele é a que mais me fere - e a que mais ecoa na minha cabeça quando estou sozinha. Ainda me lembro do dia em que ele disse: "Quando a gente crescer, eu vou casar com você." E eu respondi: "Entonces apúrate, idiota." Mas crescer muda tudo. E agora ele é o meu inimigo mais íntimo. --- Lyan Ela ainda escreve no maldito diário. Deita na rede como se fosse dona do céu. Finge que me odeia, mas morde o lábio quando eu chego perto. Elizabeth Buffarini foi minha promessa mais bonita. E minha maior decepção. Ela ainda tem os olhos que me fizeram jurar amor com 8 anos. Mas agora olha como se quisesse me apagar da memória. Faz psicologia, como se fosse consertar o próprio caos - ou talvez o meu. Só que ela não sabe: Eu não quero ser curado. Quero ver até onde ela aguenta o estrago. Somos fogo e gasolina no mesmo campus. Ela acha que me odeia. Mas uma parte dela ainda se lembra da areia, do mar, da promessa. E eu? Eu lembro de tudo. Só finjo que esqueci.
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