Aos olhos do coração

Aos olhos do coração

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WpMetadataNoticeLast published Tue, Sep 17, 2019
Maeve Hoptkins sempre teve um desejo: ser normal. Ter uma vida normal. Ter uma família normal. Envez disso, sua vida era banhada de anormalidades. Aos 10 anos, sua mãe morreu, deixando como presente seu psicológico completamente fudido. Seu pai está no sétimo casamento, a procura de uma mulher inexistente. E seus irmãos vivem a vida deles, como se sua família não fosse absurdamente distruturada. Com dezessete anos, Maeve viveu mais no hospital do que na sua própria casa. Só que tudo muda, quando eles resolvem passar o verão em casa. Seu pai chega casado mais uma vez, trazendo sua nova família. O que Maeve não percebeu quando os conheceu, é que depois desse verão, sua vida jamais estaria no caminho de ser normal. "Aos olhos do coração" mostra que nenhum coração é cego, ele só não abriu os olhos ainda.
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De acordo com a Terceira lei de Newton toda ação gera uma reação. Só que nem sempre estamos prontos para lidar com as consequências dos nossos atos. De vez em quando a vida vira de ponta cabeça e precisamos nos adaptar às mudanças. O problema é que nem sempre pensamos nos efeitos colaterais. Agimos por impulso e deixamos para nos preocupar no dia seguinte, com a expectativa de que as consequências nunca nos alcancem. Minha vida parecia se basear muito nisso. Eu sempre agia por impulso. Sempre quebrava as regras e tentava ignorar as consequências. Só que com a morte prematura da minha mãe, eu já não tinha escapatória. Depois de dois anos eu estava de volta ao meu inferno pessoal e ali não havia para onde fugir. As consequências para todos os meus atos inconsequentes iriam me atingir com uma violência brutal. Ali o diabo tinha olhos cor de mel, um sorriso cheio de malícia e estava disposto a tornar minha vida o mais miserável possível. Mas é claro que eu não o deixaria se divertir sozinho. Se ele queria me torturar por todos os erros que cometi, eu faria questão de deixar bem claro que nós éramos lados opostos de uma mesma moeda. Semelhantes de todas as formas possíveis. Cheios de raiva e culpa. Éramos como fogo e gasolina, prontos para destruir tudo ao nosso redor.

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