Agatha não é normal, ou é normal, já que normal é ser diferente. As diferenças de Agatha, sutis e despercebidas para as pessoas, na verdade eram diferenças gritantes para ela. Tudo sempre foi muito intenso: toque, abraço, beijo, sentimentos, emoções.
O problema, ou não tem problema, é que Agatha não sabe quem ela é, e descobrir quem ela é consiste em uma palavra: Rótulo. Agatha deveria ser ansiosa, estressada, depressiva, mas tinha que ter um nome para defini-la, coloca-la na posição de diferente não era suficiente e tacha-la como normal não fazia sentido, porque ser normal é ser como todo mundo e ela não é como todo mundo.
Este livro conta com sutileza, as passagens mais marcantes da vida de Agatha até os dias de hoje, e a partir da leitura, você poderá entender um pouco quem ela é e como ela pode ser normal, mesmo sendo tão diferente.
Agatha pode ser eu, você, qualquer pessoa, não tem cor de pele, não tem tom de olhos, Agatha é todos, pode ser qualquer um.
O objetivo é discutir com leveza assuntos tão fortes e ao mesmo tempo ainda vistos como tabu, dentro de uma narrativa que aproxima o leitor a realidade de muitas famílias brasileiras, a realidade que ele conhece.
Alexia era uma garota normal, ou pelo menos queria ser. Ela não se lembrava exatamente quando começou a se sentir diferente, mas se lembrava de quando teve certeza que não era como as outras pessoas. Agora ela precisa provar que não tem um problema, mas isso é mais difícil quando um laudo médico diz o contrário.
Sem saber o que fazer com a garota para ajudá-la, os pais -com o apoio da psicóloga maligna- a internam por um período de trinta dias em uma clínica psiquiátrica para jovens problemáticos. Se ela achava que seu maior problema seria ficar presa em um lugar que deveria ser tombado pelo patrimônio histórico -ou pela vigilância sanitária- se enganou. Conviver com uma ativista salve o mundo, um viciado em estudos, uma gêmea que só fala em signos e outra que não acredita em nada disso, e um maluco das cantadas seria bem mais fácil do que sobreviver ao que sente por um garoto tão problemático quanto ela, e acredite, Alexia teria muito tempo para se acostumar.
Capa feita pela @MissTCruz