O Amor de Um Escritor

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Apesar da solidão que me assola e da descomunal amargura que cresce dentre meus ossos, falar de amor ainda é algo que faço com maestria. Não como romancistas lunáticos e os jovens que acabaram de se encontrar com o doce gosto da paixão. Não, é claro que não. Sempre fui capaz de enxergar cada uma das vertentes que compõem este sentimento tão incapaz de ser descrito. Amor. Há dor no amor. Há picos e vales que te levam da excitação até a eutanásia. Uma constante inconstante, que te leva do ápice até o abismo. Uma sequência de contradições e de sentimentos sem definições, daqueles que te proporcionam momentos onde até aquilo que sempre fora considerado ruim, se torna questionável. Se te faz bem ou se não, quem pode dizer? Vertigem, crise nervosa, ansiedade, pânico. Borboletas no estômago. Mas também há beleza no amor, onde até a maior amofinação pode ser perdoada. Quando os olhos cintilam, a afabilidade se descontrai e a compreensão surge sem teimar. Uma grande coleção de agradecimentos pelos mais pequenos gestos, uma paz que surge, leve e reluzente. Se instala e permanece, espalhando-se feito praga e deixando pelos ares os mais puros sentimentos. Alegria, compaixão, afeto, romance. Descontrole emocional. Há tantas vertentes, incoerências e variedades... Algo tão místico e indecifrável como tal certamente me tira o sono. E alguns versos, se me permite dizer. Escrevi, em madrugadas frias como o inverno - ou tão quentes como o inferno -, algumas vertentes das quais compõem aquilo que eu, como quem sou, acredito que seja amor. Não como um todo, não como uma única coisa, mas sim como tudo aquilo que compõe o tão magnífico sentimento, sobre tudo aquilo que há. Deixo aqui os meus versos, incoerentes e labirínticos, onde tento de alguma forma expressar, explicar, decifrar o que é o amor. Se chegou até aqui, meu caro, eu vos agradeço. Não são todos os que se dispõem a entender o amor de um escritor.
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É bom falar , é bom desabafar e como diz o Bial"- Tempos difíceis - precisamos falar mais" . A flor que se fechou " Ela é que nem uma flor . Em pequena tinha suas pétalas totalmente abertas e expostas , viçosas , esvoaçantes como o vento , conversativas até demais e cativantes mas também esguiçadas e flutuantes demais . Eram tão esvoaçantes e independentes que todos só pediam que um pouco se acanhacem as suas pétalas . Então ela cresceu , mudou , se desenvolveu e então se fechou e como fechou . Ela se fechou tanto , mas tanto , que ninguém sabe como ou o porquê Hoje ela não esvoaça nem brinca mais com o vento Vive em silêncio , mas ainda fala nos seus momentos Tanto queriam que ela se fechasse que assim ela o fez e até agora assim está , mas isso a entristece e ela vem tentando mudar mas agora sozinha não consegue tentar. " Então cá vai a pergunta : - Você a vai ajudar ? Se sua resposta é sim , então venha permita se viajar pelos mistérios que a mente cria , pensamentos que ela expõe ou omite e me ajude a te ajudar também . Maus momentos todos temos mas o verdadeiro desafio é saber passar por eles . Todos temos uma forma de dar a volta a esses maus momentos , a minha são as palavras . Por elas eu posso desabafar , nelas encontro uma saída , um refúgio , uma escapatória ou até mesmo um esconderijo . Falar ajuda e muito .

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