Motel Vegas

Motel Vegas

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WpMetadataNoticeLast published Mon, Jan 13, 2020
A paixão é cega demais. Tínhamos mais dinheiro do que a maioria das pessoas, tínhamos uma casa bonita éramos jovens e bonitos. Estávamos na cidade mais excitante do mundo. Mas nada disso importava, tudo que precisávamos era de um quarto, um pouco de álcool, umas drogas e umas duas horas. O carro caro ficava parado no estacionamento do motel barato. Não queríamos frequentar os finos, chamava mais atenção e não nos importava muito a qualidade da cama. O tesão era maior do que podíamos controlar. Era um pouco mais de duas horas da tarde e estava fervendo lá fora, o sol entrava pela cortina fina demais. Iluminava nossos corpos, o barulho abafado que fazíamos naquele quarto, o suor que escorria pela minha nuca. Mordidas na pele até doer, minhas unhas cravadas nas costas dele. Ele puxa meu cabelo sem muita força, o suficiente pra arrancar um sorriso sacana. Como eu era louca por aquele homem, a sua boca grande e vermelha contrastava com a minha. Embora nosso beijo se encaixasse perfeitamente com o resto de nossos corpos. Acabamos uma, fumamos um bagulho e tomamos outra cerveja. Era bom pra dar coragem Vamos de novo... Até matar a vontade Até acabar nosso tempo Então nos arrependemos e juramos não fazer mais isso O mesmo erro de novo. Uma hora aquilo ia dar merda, e deu. Eu achava que me conhecia, acreditava firmemente que sabia qual seria minha atitude em qualquer situação. Estava redondamente enganada, essa história mostra que nem sempre nos conhecemos, nem sempre agimos conforme nossos princípios. A vida muitas vezes é uma filha da puta, ela nos coloca exatamente no lugar onde juramos nunca estar.
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~ Prólogo 1 Dois anos atrás... Dizem que a partir dos 15 anos, o tempo voa. Que você pisca os olhos e já está com os seus 18 anos. Quando eu fiz 15, eu decidi que ia aproveitar o máximo. Eu sabia que quando chegasse aos meus 18 anos não ia ser como qualquer um adolescente imagina. Eu não ia ser independente, não ia morar sozinha logo de cara, não ia sair todo final de semana, enfim... A questão é que minha mãe sempre foi super protetora e as coisas que eu queria fazer ela não deixava. A única solução era fazer escondido. Eu só fazia coisa errada. Coisa que se minha mãe descobrisse ela ia me enfiar em um internato. Vou para as festas escondida, junto com minha melhor amiga Alexis, bebo, fumo, bom, eu não sou um exemplo de boa filha. Minha mãe acha que eu sou, mas ela não sabe muito bem o que acontece na minha vida. Se ela fosse menos protetora, até poderia saber. Maya: Vira logo isso Alexis! - falei enquanto ela tomava coragem de virar um meio copo de tequila Alexis: Vai se foder! - nós rimos Saímos da festa devia ser umas três da manhã. Eu não estava bêbada, só estava um pouquinho alegre. Eu sabia meu limite. Maya: Vou pegar as tintas lá em casa, to afim de fazer uma arte. Alexis assentiu. Ela não iria, tinha medo de ficar de madrugada sóbria na rua. Eu fui pra casa e entrei lá na ponta dos pés. Se minha mãe me visse no estado que eu estou, nossa, nem quero imaginar... Entrei no meu quarto e peguei minha bolsa que já tinha tudo que eu iria usar. Eu estava terminando quando vi luzes de policia vindo de uma rua. Era só o que me faltava, parar na prisão. Deixei minhas coisas ali mesmo e corri pra algum lugar onde eu poderia me esconder. Entrei em um beco escuro e ali fiquei até as luzes se afastarem. Estremeci quando senti uma mão tapando minha boca. Xxx: Se você gritar, juro que te mato aqui mesmo. Meu coração acelerou quando senti suas mãos passando por de baixo da minha blusa. Isso não está acontecendo! [...]

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