Azul é a nossa cor

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WpMetadataReadComplete Sat, Feb 27, 2021
Costumo dizer que o autismo me prendeu em um corpo que eu não posso controlar, mas tudo bem, já tenho 18 anos e acho que posso conviver com isso por mais uns 70. Eu gosto do jeito que eu sou, afinal não sei como eu seria se não fosse eu, então prefiro me amar desse jeito. Não fui tão acolhido pelos meus parentes, para mim família é quem eu amo, na verdade minha mãe me disse que quando ela descobriu que eu tenho TEA* seus irmãos e cunhados, vulgo meus parentes, por falta de informação acabaram falando muita besteira e ela se afastou. Então somos eu, meu pai e minha mãe, acreditava que não havia como melhorar. Na verdade havia sim. Minha mãe precisava ir para a estreia de um livro seu em outro estado e precisava de alguém para ajudar com a limpeza de casa, pois eu passava o dia estudando e meu pai trabalhando. Então ela conheceu a Laura. A princípio ela iria vir em casa para limpa-la duas vezes por semana durante um mês, até minha mãe voltar de viagem, mas ela acabou ficando. Não sei descrever nossa relação. Começamos com uma amizade, ficamos algumas vezes, e depois? Eu nunca havia sentido isso antes. A questão é que a as coisas nem sempre acontecem da forma que imaginamos. A vida tende a ser confusa ou nós que nos confundimos? O tempo passa, as pessoas mudam, as circunstâncias mudam, só tem uma coisa que não muda. O amor. *TEA: Transtorno Espectro Autista
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santana
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~ Prólogo 1 Dois anos atrás... Dizem que a partir dos 15 anos, o tempo voa. Que você pisca os olhos e já está com os seus 18 anos. Quando eu fiz 15, eu decidi que ia aproveitar o máximo. Eu sabia que quando chegasse aos meus 18 anos não ia ser como qualquer um adolescente imagina. Eu não ia ser independente, não ia morar sozinha logo de cara, não ia sair todo final de semana, enfim... A questão é que minha mãe sempre foi super protetora e as coisas que eu queria fazer ela não deixava. A única solução era fazer escondido. Eu só fazia coisa errada. Coisa que se minha mãe descobrisse ela ia me enfiar em um internato. Vou para as festas escondida, junto com minha melhor amiga Alexis, bebo, fumo, bom, eu não sou um exemplo de boa filha. Minha mãe acha que eu sou, mas ela não sabe muito bem o que acontece na minha vida. Se ela fosse menos protetora, até poderia saber. Maya: Vira logo isso Alexis! - falei enquanto ela tomava coragem de virar um meio copo de tequila Alexis: Vai se foder! - nós rimos Saímos da festa devia ser umas três da manhã. Eu não estava bêbada, só estava um pouquinho alegre. Eu sabia meu limite. Maya: Vou pegar as tintas lá em casa, to afim de fazer uma arte. Alexis assentiu. Ela não iria, tinha medo de ficar de madrugada sóbria na rua. Eu fui pra casa e entrei lá na ponta dos pés. Se minha mãe me visse no estado que eu estou, nossa, nem quero imaginar... Entrei no meu quarto e peguei minha bolsa que já tinha tudo que eu iria usar. Eu estava terminando quando vi luzes de policia vindo de uma rua. Era só o que me faltava, parar na prisão. Deixei minhas coisas ali mesmo e corri pra algum lugar onde eu poderia me esconder. Entrei em um beco escuro e ali fiquei até as luzes se afastarem. Estremeci quando senti uma mão tapando minha boca. Xxx: Se você gritar, juro que te mato aqui mesmo. Meu coração acelerou quando senti suas mãos passando por de baixo da minha blusa. Isso não está acontecendo! [...]

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