O Grand Guignol acompanha os relatos de um adolescente que escreve cartas anônimas para um amigo que nós não conseguimos identificar. Conhecemos sua história através de um compilado de cartas endereçadas a alguém a quem ele chama de Capitão. Com o capitão o autor compartilha seus mais profundos sentimentos, segredos e medos.
O Grand Guignol era um teatro (Le Théâtre du Grand-Guignol) o qual, desde sua inauguração em 1897 até o seu fechamento em 1962, especializava-se em shows de horror naturalista. O termo é geralmente utilizado em termos gerais para descrever um tipo bem descrito e amoral de entretenimento de horror.
Hoje, o Grand Guignol me compadece, acrescenta cada aspa da minha vida, seleciona as vírgulas e até mesmo as reticências. Há muito tempo eu não encontrava a paz do desabafo. O capitão é o conselheiro, amigo e companheiro almejado por muitos, no entanto, é todo meu. Entender não é chave, sentir é o alvo certo...
*ATENÇÃO* Essa história contém descrições e detalhes de ataques de pânico e situações relacionadas a depressão e suicídio, portanto PODE SERVIR DE GATILHO. Se você tem algum problema psicológico ou transtorno emocional, não prossiga com a leitura.
" Mas só ela consegue , mexer com minha mente, dominar minha boca e o meu subconsciente. Ela é a melhor dose e eu sou dependente a gente atira junto , revólver e bala no pente. "
Bruna tinha apenas 17 anos quando sua mãe a mandou embora de casa grávida e sem condições alguma para se manter. Graças ao seu irmão, conseguiu um lar humilde mas bem longe de casa e lá foi muito feliz por alguns anos. Sete anos depois após receber uma ligação, ela decide voltar para sua casa junto de seu filho Henrique. O que Bruna não esperava era que mesmo antes de partir, sua mãe destruiu a sua vida da pior forma possível.