Em Busca Da Verdade

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WpMetadataNoticeLast published Tue, Sep 29, 2020
- Eu a conhecia o suficiente para saber que nunca nos abandonaria Anne, e eu irei te provar isso. - Heron fala com tamanha determinação após bebericar o Whisk que se encontrava em suas mãos. Com raiva pelo irmão não ouvi-la de desistir da ideia absurda de voltar ao passado que os fizeram tanto sofrer, ela se aproxima calmamente, como sempre fazia quando queria algo. - Por favor Heron desista dessa loucura, estamos tão bem. Sabemos o que aconteceu, mexer no passado so trará mais dor - Ela toca seu rosto com a ponta dos dedos fazedo-o encara-la. - Eu preciso fazer isso Annecler, e não será você que vai me impedir. Já se peguntou se por acaso estiver errada? - Sua voz grossa e destemida fez com que a irmã desistisse, Heron era um cabeça dura. Ele se afasta de Anne e segue até a janela, puxando um pouco a cortina, tendo o vislumbre do mundo lá fora. - Já está decidido; amanhã partirei para nossa cidade natal. Eu vou em busca da verdade, nem que pra isso eu tenha que me sacrificar. Mal sabendo,que uma jornada cheia de aventura e mistério esperava por ele.
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#387
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Rora sempre foi certinha. Namorado perfeito, vida planejada, tudo nos eixos. Até Asa aparecer. Asa, com aquele sorriso preguiçoso e olhar cheio de promessas. Asa, que pegava quem quisesse, quando quisesse, e não tinha problema algum em cruzar limites. Quando Rora descobre que o namorado dela foi só mais um na lista de Asa, a raiva deveria ser o sentimento mais forte. Mas não é. É o desejo que Asa provoca só com um olhar nos corredores da escola. É o arrepio que sobe pela espinha quando Asa encurta a distância, com aquele jeito insolente e uma malícia que transborda. A primeira noite deveria ter sido um erro. Um momento impulsivo que Rora jurava nunca repetir. Mas a boca de Asa era doce, seus toques firmes, e o jeito como ela sussurrava no ouvido de Rora fazia qualquer racionalidade evaporar. E então veio a segunda noite. E a terceira. Até que Rora parou de contar. Entre corpos entrelaçados e desejos que transbordam em cada toque, Asa faz Rora se perder de si mesma, descobrir um lado que ela nunca imaginou existir. Asa não promete nada - nunca promete - e ainda assim, Rora se vê implorando por mais. Mais do gosto de Asa, mais das provocações, mais das noites que deixam marcas invisíveis na pele e na alma. Nos corredores, nos banheiros vazios, em cada encontro proibido, a tensão cresce. Rora sabe que está brincando com fogo, mas quando Asa a puxa pra perto, sussurrando com aquela voz rouca e cheia de intenções, como resistir? No fim, o pecado nunca foi tão tentador.

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