Diários do Desassossego

Diários do Desassossego

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WpMetadataReadComplete Mon, Aug 4, 2014
Diários do Desassossego retrata a condição da alma humana através das confissões expostas em cada um de seus poemas. Em cada verso sobressaem reflexões e uma sensibilidade que vai aflorando a cada página. Sintetiza angústias, sonhos, incertezas sem descanso. O desassossego é parte do contexto humano. Mais que simples angústia, é a intuição da existência em toda a sua complexidade amorfa. Não existe trégua para o poeta, seu espírito apenas apreende o universo em seu vazio e o escreve conforme às próprias vistas, coisas reconhecidamente íntimas. A transformação que lhe sussurra às entranhas lhe empurra o mundo goela abaixo A vida, um enigma a ser decifrado, não poupa a ninguém da dor. A perplexidade diante dela, que não oferece sossego aos que buscam respostas, deixa apenas o refúgio das sensações que estão atrás dos sentidos, constatações em preto e branco. Uma revelação às avessas, descobrindo a razão de todas as coisas no nada e na ausência. O desejo não tem outro papel que não o de se mover neste limbo. A palavra desassossego refere-se a uma perturbação existencial presente na inquietação e incerteza inerentes a tudo o que é narrado. O livro assume dimensões inesperadas tal como uma bíblia sem deus, numa eterna brevidade contínua. O poeta repleto de dúvidas e hesitações parece estar sempre à procura de algo, mas não sabe exatamente o quê. Um balanço sobre a vida, a solidão, o amor, a saudade. Um livro vivo, intrigante, envolvente, interminável. Definitivamente perturbador.
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Esta não é uma história para quem sonha com finais. Seu final já está dado. Ou pelo menos se sabe desde já o básico sobre ele. Não é uma história para os muito crentes de suas verdades, que nada aceitam além do que a própria mente com labor construiu e luta ferrenhamente com qualquer coisa que julgue ameaçar suas certezas. Definitivamente não se escreve para tais. Esta história espera dois tipos de leitor: o que é firme em sua opinião, sem se fechar para o que há além de suas ideias, sem perder o cuidado de entender as entrelinhas, as figuras de linguagem, as metáforas, o gosto em criar e contemplar imagens que concebera durante a leitura; e aquele que tem gosto pelas fortes emoções do caminho, que valoriza o presente e, independente do que vier adiante, é no agora que está seu coração e procura vive-lo da melhor maneira, pois sabe que o final é um detalhe obrigatório, que longe de resolver as questões de uma trama, serve apenas de limite às páginas do livro. Naturalmente, uma história que remonta ao nascimento de nossa Era e que, no entanto, desenrolara fora do tempo, não pode senão ser presente, acontecida agora e com um desfecho já sabido por todos. Não se deseja criar uma seita, uma nova religião ou transmitir mensagens do além. Aqui se explora e reexplora personagens e histórias já velhas em contextos incomuns. Quer-se trazer profundos e recorrentes questionamentos da alma humana, muitas vezes calados pelo medo ou vergonha de nossa ignorância. Não promete alguma resposta, antes abre espaço para a pergunta acontecer e podermos analisa-la com menor temor e maior tranquilidade. Quer-se sim descer no fundo do Abismo, mas conscientes do retorno. Alto lá: entre a ideia de retornar e a concretização disso há literalmente um Abismo no meio! Mas claro, também não há novidade em que a ideia de algo e esse algo concretamente sejam coisas distintas. Enfim, eis o convite à essa fantasia: se inicia na primeira Sext

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