ALTO.
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WpMetadataNoticeLast published Sat, Dec 21, 2019
Um homem de meia-idade, corcunda, e com problemas comportamentais, acorda numa estrada escura, o sangue escorrendo pela cabeça e seu carro em chamas, chocado contra uma árvore. Cacos de vidro por toda parte, fumaça tóxica expandindo-se vários metros acima e poluindo os céus, respiradas ofegantes e tomadas de desespero, a mente em total adrenalina, Alto sente que este é o fim. - Após rastejar de volta à pista, em busca de ajuda, o homem desmaia novamente ao perceber com sua visão turva e distorcida, um carro aproximando-se. - Ele acorda num hospital, com uma brisa fria contornando seu corpo. Ao notar sua consciência, a mulher sentada na poltrona do lado da cama salta e chama uma enfermeira. - -- Sr. Alto, ainda não tente falar, seu corpo continua em recuperação, dê um tempo à ele. -- advertiu a enfermeira. -- Acha que ele se recuperará logo? -- questionou a mulher que estava sentada na poltrona. -- Não há uma previsão estabelecida. O acidente causou a fratura de ossos, queimaduras intensas na pele e alguns danos cerebrais. Para uma pessoa da idade dele, acho difícil ter uma recuperação rápida. -- Entendo -- fez uma breve pausa. --, soube que ninguém mais veio visitá-lo. -- Sim, ninguém ligou para obter alguma informação sequer. Nenhum parente, nenhum amigo, ninguém. -- Que triste. -- Pois é. Fomos em busca da família dele, mas não encontramos ninguém, é como se o coitado estivesse sozinho no mundo. -- Entendo. Me liguem caso surja alguma novidade, certo? Tenho que trabalhar. -- pediu a mulher, pegando sua bolsa na poltrona e indo em direção à porta. -- Sim, senhora, avisaremos -- respirando fundo, a enfermeira, aliviada, completa: --, muito obrigada por ter aceitado este caso, Detetive Beckley. Com um aceno de cabeça, Beckley fecha a porta do quarto e vai embora.
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PLÁGIO É CRIME! (Art.184 e parágrafos do Código Penal) - Só um beijinho papai. Vai, entra no faz de conta comigo apenas uma vez. - Chloe, eu não posso fazer isso. Mesmo que eu a beije, Bella não vai acordar. É impossível, está em coma há um mês. - Está tirando a fantasia de uma criança? É como se você falasse pra mim que papai Noel e que coelhinhos da Páscoa não existem. - diz cruzando os braços fazendo um maior bico e deixando uma lágrima rolar em seu rosto. Que poder de persuasão que essa criança tem. Ela pegou pesado comigo, não posso voltar atrás agora e nem tenho mais argumentos para me defender. - Tudo bem. Você venceu! - Chloe limpa as lágrimas dos olhos e sorri. Fico só observando sua cara de paisagem. Bella me perdoe, não sou nenhum tarado, só tenho uma filha muito anormal e mimada. Que ninguém entre nesse momento me pegando em flagrante. Observo Bella dormindo e minha visão cai em sua boca perfeita. Ela parece perfeita. É linda e isso parece tão certo. Me aproximo mais, com a respiração já alterada, passo meus dedos em seu rosto e percebo o quão macio é, uma onda de eletricidade passa sobre mim. Sigo da maçã do rosto até sua boca e não consigo mais raciocinar o certo do errado, só consigo pensar no desejo louco que me veio de provar seus lábios. Toco os meus com os seus lábios frios, passando levemente minha língua entre eles, percebendo a temperatura deles mudar para mornos e termino com um selinho. Tento manter minha respiração regular, mas está difícil, meu corpo está em adrenalina, como se o meu lado policial me acusasse de algum delito. O que é fato, eu estou cometendo um delito. Quando abro os olhos dou de cara com um par de olhos azuis que logo depois se fecham por causa da iluminação e abre novamente com dificuldade. Ela abre a boca varias vezes, acho que está tentando dizer algo e eu não consigo me mover, estou paralisado. - Quem é você? - diz com a voz bem rouca e bem baixinha. .

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