Textos de uma suicida

Textos de uma suicida

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WpMetadataReadMaduroConcluída qui, mai 6, 2021
Quando você desenvolve depressão,50% das pessoas não te entendem enquanto a outra metade te julga. Na internet todos parecem se importar e levar essa doença a sério, mas a verdade é que tem uma grande ignorância no coração das pessoas em relação a isso. Eu nunca tive alguém que eu pudesse falar sobre minha dor e tudo o que me restou foi folhas de papéis. Sempre me sinto sufocada, e meu refúgio é a escrita. Antigamente eu escrevia muito, já fiz mais de 100 textos sobre depressão; sobre o que eu sentia. Até que um dia eu decidir jogar no lixo achando que seria um passo para esquecer dessa dor, mas ela continua em mim. Não dá pra fugir. O começo da depressão é a pior fase. E quando você se acostuma, é como se a dor fosse apenas uma parte de você. Apenas textos escritos por uma adolescente que se sentia (e ainda se sente) completamente perdida. Nunca se acostume com a dor, é a pior coisa que se pode fazer.
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Contos

Histórias esquecidas no fundo da gaveta. Fantasmas atrás do armário da cozinha. Monstros que se escondem debaixo da cama. Mas e se os verdadeiros monstros fossem invisíveis, escondidos nas entrelinhas do mundo que construímos? Este livro é um baú de segredos, onde cada conto é uma chave para abrir portas que muitos preferem manter fechadas. São narrativas que flutuam entre o amor e a perda, entre o que foi soterrado pelo tempo e o que ainda grita por ser ouvido. Aqui, o luto dança com a memória, a natureza sussurra sua dor em rios sufocados, e corações partidos batem mais forte do que o medo. São histórias que não se contentam em apenas existir - elas cutucam, questionam, desmontam. Falam de violências veladas, de amores que não morrem, de mundos que precisam ser salvos. Mas não espere respostas fáceis; este livro é um espelho, e o que você vê nele depende do que carrega dentro de si. Contos contados, contos rasgados, contos molhados. Cada palavra é um convite para sentir, refletir e, talvez, mudar. Porque, no fim, todos temos algo escondido no fundo da gaveta - e talvez seja hora de tirá-lo dali, à luz do dia, para que ele não nos devore por dentro.

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