My First and Last [EM REVISÃO]

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WpMetadataNoticeLast published Fri, Apr 24, 2020
Em todas as mentes existem rios de confusões, onde pensamentos ficam perdidos e a deriva de momentos, que já não passam de lembranças intocadas por terceiros. Estas se tornam nossos maiores e mais preciosos tesouros. No peito o coração está partido, remendado e tentando com sua pouca força, não se render a dor. Em algum ponto de nossas vidas, explicar o que acontece conosco se torna cansativo e guardamos tudo para nós mesmos - até nos sufocarmos com linhas tortas de sentimento dos quais, não nos ensinaram a lidar. Em toda alma existe dor, mas, existe também, a arte e a beleza finita, que se oculta aos maus sentimentos. O importante é não se esquecer: mesmo em dias nublados ou tempestuosos; existe a esperança do nascer do sol com a chegada do novo dia que vai amanhecer.
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Escrevi cartas quando não havia mais ninguém para ouvir. Escrevi porque doía demais guardar tudo só pra mim. Escrevi para o amor que partiu, para o que não chegou, para o que nunca existiu de verdade... e, acima de tudo, escrevi para o amor que um dia fui capaz de sentir - mesmo quando não havia retorno. O amor que, no fim de tudo, sempre esteve em mim. Entre páginas não lidas e amores não correspondidos, nasce um livro feito de confissões, saudades e silêncios. Cartas de um amor desconhecido: todas as vezes que escrevi para o amor, reúne cartas reais escritas por alguém que amou com toda a alma, mesmo quando o outro já não estava mais lá. Não são cartas para serem respondidas - são desabafos de quem sobreviveu à ausência e transformou a dor em palavra. Se você já amou alguém ao ponto de se perder, talvez se reconheça aqui. E, se ainda não se encontrou, talvez essas cartas possam te guiar de volta porque, às vezes, a gente só precisa escrever para continuar existindo.

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