Apocalipse
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WpMetadataNoticeLast published Sun, Feb 2, 2020
Nada é tão ao acaso que não tenha um mínimo de propósito em sua criação ou destruição. Uma borboleta, ela passa sua vida toda como uma lagarta rastejante e nojenta, mas em seus últimos dias ganha um par de asas lindo e reluzente capaz de encantar até um coração fechado e duro. Para que serviria então essa passagem? Há também o conto da fênix que de suas cinzas ressurge majestosa e esbanjando beleza. Mas, o que esses momentos têm em comum para nossa história? Até onde sabemos são comparações distantes que não mostram, por consequência, similaridade alguma entre si. Quer dizer, não mostravam similaridade. Ambos os pontos apresentados possuem em sua essência, a morte. Como propósito final, a borboleta surge anunciando o fim de sua vida, e como propósito inicial temos o recomeço de uma história com a fênix. E em ambos temos a morte como grande reveladora de si mesma em suas variadas espectralidades. Anuncio a vocês que as informações aqui mostradas não possuem finalidade de saciar um desejo superficial de vossas mentes, mas uma imersão na mais profunda história, uma bruxa poderosa que não conhece seu potencial, uma mulher que por amor se rendeu ao esquecimento, um garoto que não conhece o sentido de paixão ou afeição, uma menina marcada pelos seus ideais revolucionários e claro, a morte, que lhes convida para sua revelação na sua maior singularidade. Bem - vindo (a), ao começo do fim.
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Muitos dizem que o futuro são frutos das nossas escolhas, que cada decisão tomada consciente ou inconscientemente nos levam a uma direção. E há quem diga que já nascemos destinados para algo na vida, seja para algo pequeno ou maior. Honora é uma jovem misteriosa que nasceu com um futuro firmado, mas que por uma noite trágica, o que era certeza se transformou em pó a lançando para uma vida totalmente diferente da que lhe era destinada. Tudo o que lhe restara era ódio. Não tinha amor, altruísmo ou fé. Não, o amor poderia cegar as pessoas para o mundo real. O altruísmo poderia fazê-la alimentar uma fera pronta para lhe dar o bote. E a fé... Ela não conseguia ter fé por nenhuma divindade, afinal, onde estavam essas divindades que permitiram atos tão horrendos vindas dos seres humanos? Honora não acreditava em destino, não esperava que as divindades interviessem. Ela se tornou o que era necessário para sua sobrevivência e se tornou a lâmina para poder cortar um reino corrupto de dentro pra fora. Mas quanto ela conseguiria aguentar sem se corromper? Em quais limites ela iria se segurar se ela não tinha nada para se prender? Seria possível mudar o percurso de uma nação inteira para melhor através do ódio?

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