Antes que o Jardim de Cristal fosse profanado por exércitos de mundos distantes, antes que seus santuários ardessem e sua sabedoria virasse fumaça, os monges ensinavam que a vida não passava de um eco eterno. Um mesmo instante vivido por muitos, em tempos diferentes. O eu, diziam eles, era uma ilusão: cada homem era apenas o reflexo imperfeito de outro, e assim sucessivamente, até que todos fossem, no fundo, um só. A cena se repete. Apenas os rostos mudam. Foi sob essa sensação estranha de repetição que o homem abriu os olhos.
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