Quando a lua nascer...

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WpMetadataNoticeLast published Wed, Apr 29, 2020
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Fiction
Romance
Madeleine Smith. " -Vamos lá Made, você precisa se organizar - Eu disse a mim mesma enquanto andava para lá e para cá em meu quarto, tentando achar alguma resposta coerente.: •Acordei em um hospital, sem lembrar de nada que possa ter me colocado em uma situação de coma. O que aconteceu? • Única lembrança em minha mente que possa remeter ao meu possível acidente: Uma cruz prateada com uma energia melancólica esmagadora, pendendo do pescoço de alguem. Quem era essa pessoa e por que essa é a minha unica lembrança do acidente? ( O chamo assim apenas por convenção.) • O estranho sonho que tive enquanto estava em coma e o garoto que parece ter saído dele. Mas quem é esse garoto? " •✦───────────• Darci O'Murphy. " Meu sangue fervia a 500° graus celsius e parecia que meu corpo inteiro iria entrar em uma combustão instantânea. Os pulmões que estavam em meu peito não respondiam ao meu comando e não enviavam ar ao resto de mim, o que deixava tudo ainda mais desesperador e borrado... Lágrimas irrompiam de meus olhos e exploravam minhas bochechas sem permissão e elas apenas continuavam a cair, não importando quantas vezes eu pedisse para parar. - É apenas mais uma crise Darci, vai passar! - Eu me dizia enquanto minhas pernas eram gelatina e meu corpo não me obedecia. Eu não entendia mais por que eu estava daquele jeito, ja que cresci e superei o problema que me perseguia desde criança. (Superei coisa nenhuma!) La fora, eu ouvia meu nome ser chamado, mas eu apenas não conseguia mais... - Enfermeiro Darci O'Murphy, compareça a recepção. "
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Eu acordei de um coma que durou dois anos. Meus pais disseram que foi a visita do padre que orquestrou esse milagre, os médicos não conseguiam explicar a minha melhora. Eles não fazem ideia do que aconteceu aqui. Mas eu sei. Eu posso não lembrar dos últimos dois anos, mas eu lembro de uma voz suave como a brisa da primavera, doce como um morango maduro cantando para mim em minha solitária rotina. Eu posso não ter vivido além das paredes desse quarto estéril de hospital, mas eu caminhei nas mais altas montanhas e nos mais verdes vales enquanto ouvia suas histórias. Eu posso não ter sentido nada durante esse longo período que passei adormecida, mas a primeira coisa que eu me lembro antes de abrir os olhos novamente foi o suave e furtivo toque de seus lábios nos meus. Eu podia não saber seu nome, a cor de seus cabelos ou dos seus olhos, mas eu conhecia o conforto de suas palavras e a suavidade de seu toque em minha face. Eu podia não o ter visto uma única vez, mas meu coração o reconheceria. Ele era o meu príncipe e veio para me salvar, não de um dragão, mas sim da escuridão e vazio do meu coma. E eu o encontrarei assim que sair daqui, pois essa era a nossa história. Eu tive muito tempo para sonhar com ela agora estava na hora começar a vivê-la.

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