A inocência da criança era adorável, o garotinho apenas tinha curiosidade da morte, só queria ver como era o fim de uma vida. O que acontecia? O que as pessoas sentiam? As pessoas viravam pó? Luz? Apodreciam?
Bem... Não tão inocente assim, a curiosidade desse garotinho um tanto quanto maduro ia para todos os lugares. Era educado. Sim. Porém ambicioso, queria descobrir como se tornar uma boa pessoa, ser gentil e atencioso, queria entender a morte, para não sentir medo desta. Mas como fazer isso? A criança não tinha experiência de vida o suficiente e muito menos tinha experiência de morte.
Mas e se fosse para um enterro? Pessoas velhas vão para enterros, donas do conhecimento da vida e podem explicar ao pequeno garoto o que fazer neste tempo curto. Talvez alguém contasse o que acontecia, sabia que existiam estudos sobre isso e com certeza não encontraria alguém que tivesse passado por isso... Certo?
\ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ \ . / / / / / / / / / / / / / / /
(§) capa feita por: @babigirlx
(§) conto médio (capítulo único)
(§) feita, pensada e escrita por mim (@sixcolorsofme) para uma atividade da escola
(§) tanto na aparência como na época em que se passa a história, pode ser imaginada pelo leitor. Abra sua mente (gay também é gente, kk parei)
(§) boa leitura, paz e amor <3
#VENCEDORTHEWATTYS2022 |
O corpo.
As palavras soam como um estalo na minha mente.
Olho para Daisy e Cassie no banco de trás, ainda assustadas, pálidas como se tivessem visto um fantasma. Destravamos os cintos e saímos do carro, ficando instantaneamente sóbrias, correndo na direção de Sarah, que está parada há alguns minutos diante do corpo jogado de barriga para baixo no meio da rua, nos impedindo de ver o rosto. (...)
Cassie se ajoelha e checa o pulso do garoto jogado diante de nós. Já sabemos a verdade, mas torcemos para que seu coração ainda esteja batendo. Torcemos para que ainda haja esperança.
Mas não há.
Ela vira o corpo para cima para vermos o rosto. E lá está ele: Dylan Hastings, de olhos abertos, mas não vivo. Há sangue espalhado por todo o seu corpo, e recuo para trás assim que vejo. Seus olhos, que mais cedo estavam sorridentes, agora já não expressam nada além de um enorme vazio. Sinto uma pontada no estômago. A qualquer momento posso vomitar.
Dylan Hastings está morto. E nós somos as responsáveis por isso.