Meandros
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WpMetadataNoticeLast published Sat, Mar 28, 2020
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Fiction
Historical
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A vida é como um rio, que corre desde a nascente, passando pelo leito, às vezes se ramificando em um ou mais afluentes, até finalmente desaguar na foz. Mas alguns rios são mais sinuosos que outros, se me permite dizer. E o rio da minha vida, pelos deuses, o rio da minha vida se tornou repleto de meandros desde que o senhor meu pai, Tythos Tully, Mão do Rei Brandon I, faleceu. Agora, eu tenho que sobreviver uma cultura não muito satisfeita com a figura feminina para assumir os títulos que são meus por direito. De qualquer forma, nem os deuses nem os homens podem parar o fluxo do rio caudaloso que sou. Eu sou Freya Tully, Senhora de Correrrio e Senhora Suprema do Tridente, e meus inimigos serão afogados pelas águas indômitas que carrego em meu nome.
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Eu nunca pude escolher na vida desde que me conheço por gente. Sempre fui escolhida e obrigada a aceitar. Eu não podia lutar contra o que o destino reservou pra mim. E foi assim com meu destino traçado e decretado na ponta de uma pena feita por um contrato entre reis, que assinaram a minha sentença me condenando a tristeza eterna ao lado de quem eu não sinto nada além de repulsa e ódio. Me casei aos 23 anos com Edgar Hernández, fui um prêmio de uma guerra onde o meu Reino Bertollini perdeu e o Reino Hernández ganhou, não havia como desfazer o combinado, Reis não voltam atrás de suas decisões. Meu marido não era um bom rei, era tirano, tirava parte da arrecadação dos impostos e guardava para si, combinava com o padre de ter metade do dízimo em troca de proteção para a igreja e todos os sarcedotes, nenhum súdito gostava de seu reinado e quem contrariava era condenado a forca em praça pública. Ele também não era um bom esposo, saía todas as noites para gastar com bebidas e mulheres, tinha uma mulher por noite ao seu dispor, voltava bêbado e quando não voltava era porque tinha dormindo com a amante fixa dele. Reclamava que eu não o satisfazia, que eu não cuidava bem dos afazeres como senhora da casa e sempre me lembrava que eu era apenas um enfeite obrigatório, pois como rainha eu não podia ter poder nenhum, era muda e surda quanto as decisões reais. Foi em uma noite que tudo aconteceu e desde aquela manhã eu sentia que o dia terminaria de modo trágico. Edgar estava morto em meus braços. Quem poderia ter matado Edgar Hernandez? São tantos inimigos que não cabem na lista os suspeitos. Digo sem medo de parecer cruel, agradeço quem o matou, você me trouxe uma liberdade provisória até chegar o próximo e me tomar como esposa. Nunca pude escolher, mas eu posso dar um novo rumo ao meu destino. Obs: não é fanfic!

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