- Um acordo. - eu olhei para ela que estava bem atenta ao papel a sua frente. - Acordo? - ela levantou a cabeça e me encarou com os olhos escuros, não parecia muito confortável. - Você precisa do dinheiro e eu preciso de você... - ela me olhou espantada. - ...na sua imagem, no caso. Não é tão difícil. - Eu não sei, eu tenho medo de ficar com uma reputação ruim, entende? - Você não vai querida. - Ana sentou na ponta da mesa ao lado dela e nós dois a encaramos. - Pelo contrário, você além do dinheiro vai ficar conhecida como a mulher que curou o coração partido do bonitão aqui. - ela me olhou e em outra situação eu teria revirado os olhos. - Vai ser uma coisa boa, vai por mim. Eu a vi se encolher um pouco e depois de dois segundos ela pegou a caneta cara e assinou o bonito, e nobre, nome no papel.
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