O som dos seus pés era encoberto pela meia, Raul começou a tocar o piano, e Miguel apenas o observou, com um copo de suco em mãos.
Nora e Mateo estavam em lua de mel, então o único som que ressoava pela casa era o doce entoar da melodia.
Os olhos castanhos claros de Miguel brilhavam de maneira tão mágica, o rosto de Raul era pacífico e exalava encanto.
Miguel sorriu e Raul sentiu seu coração acelerar, o garoto menor começou a dançar, Raul deixou uma música tocando em seu celular e se juntou a Miguel, e ambos dançaram de meias, ao doce som de uma música sem igual, em uma madrugada de uma monótona quinta-feira, e sem avisar as luzes se apagaram, a energia havia caído, mas isso não interferiu na dança dos dois.
E em um segundo Miguel acabou escorregando, Raul segurou em sua cintura e sorriu dizendo:
- Você costuma fazer isso? Ficar caindo por aí? Miguel acariciou o rosto de Raul com sua mão e respondeu aproximando seu rosto ao do moreno:
- Só quando você está por perto pra me segurar. E os dois se beijaram.
[...]
Eles pareciam se importar muito um com o outro, desde que se conheceram haviam se dado conta de que precisavam um do outro a todo momento, como se o estranho desejo de completar seu coração tomasse conta de si.
E tudo a partir daquele instante se deu início, mais uma boba história de dois adolescentes completamente diferentes, mas que no fundo de tudo queriam apenas serem felizes de verdade.
Anelise tem uma paixão platônica desde muito tempo por Theo e decide que irá conquista-lo. Passando o tempo mirabolando planos para sua conquista, a garota se vê criando um cara fake para poder causar ciúmes ao rapaz. Entretanto, não fazia ideia de que o fake se tornaria real.