Era mais um dia frio de inverno em Akers, eu estava em meu quarto, com meu conjunto de moletom preto e meu cobertor, eu escutava a chuva a fora enquanto lia mais um livro clichê adolescente, meus olhos estavam lacrimejando, já que eu estava no final. Não estava triste por ser o fim do livro, mas por ser o fim da férias de inverno, eu estava no quarto é ultimo ano do ensino médio, era final de fevereiro, em junho tudo aquilo ia acabar, é eu finalmente iria estar livre as pessoas de minha sala, não que eu os odeie, mas não tinhamos nada em comum, não com a maioria, eu tinha poucos amigos, entre tantos outros alunos, não porque eu era nerd, que na verdade eu não chego sequer aos pés de um, eu tiro notas razoáveis, algumas até baixas, minhas únicas notas altas são em física e em história, são apenas as únicas em que dou-me bem, mas todo o problema é porque julgaram-me ser algo que eu não sou, por um simples incidente. Minha mãe entrou em meu quarto, eu fechei calmamente o livro e olhei em direção da mesma.
-Eu já falei para não entrar em bater, o que falamos sobre privacidade?- falei enquanto olhava para ela.
-As vezes eu esqueço que meu menino cresceu, é que ter seu próprio espaço para si próprio.- ela falou caminhando em minha direção, logo sentando-se ao meu lado.
-Aaah... Mãe!-Falei olhando seus olhos, logo sinto a mesma passar uma das mãos em meu cabelo.
-Eu sei que você está pensando na escola, mas eu tive um sonho agora a pouco em meu cochilo da tarde, eu sonhei que as coisas iram mudar meu menino, é você ficar muito contente. Não deixe que o medo domine você, seja quem você é de verdade, faça loucuras, o ensino médio está acabando.- as palavras saíram de sua boca tão convecente que eu não conseguir pensar em nada para responder, ela apenas saiu do meu quarto.
{NÃO ACEITO ADAPTAÇÕES}
Ser um escritor renomado na Tailândia era um verdadeiro sonho se tornando realidade. Minha vida não poderia estar mais perfeita, meu casamento seria em duas semanas com a pessoa mais improvável de todas (Minha melhor amiga), quem poderia imaginar que tantos anos de amizades resultaria nisso?
Então quando me deparei com o desafio de escrever um romance de época, minha mente ferveu em ideias, e assim que vi uma matéria sobre uma feira de antiguidades na cidade, decidi ir até lá, buscando inspirações.
E quando aquela moça misteriosa me abordou, me oferecendo um medalhão estranho, decidi comprar apenas para ajudá-la.
Não faria mal algum um colar velho como aquele, não é?
Era isso o que eu pensava e eu nunca estive tão errado.
E naquela primeira lua cheia do mês eu senti uma necessidade fora do comum de usá-lo e quando o brilho prateado da lua refletiu nele, tudo ao redor se tornou turvo, me deixando zonzo e quando pisquei os olhos eu estava em meio à árvores enormes e próximo de um pequeno lago.
Como eu vim parar aqui?
Eu me questionava, sem saber que estava longe da minha cidade, da minha noiva, da minha família, e longe do meu próprio mundo...