Story cover for Contos de Riverstone by Avioteto
Contos de Riverstone
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Ongoing, First published Apr 27, 2020
Sente-se forasteiro, e ouça atentamente cada palavra que sai da boca do homem que senta a sua frente. Ele está disposto a lhe contar todas as mais estranhas e perturbadoras histórias que aconteceram na cidade de Riverstone. Assassinatos, rituais, criaturas estranhas, tudo que perambula pelas ruas asquerosas desta cidade esquecida. Você está disposto a enfrentar a verdade?
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Afinal de contas o que é TERROR? Certamente não apenas uma palavra covenientemente colocada em letras maiúsculas para chamar a atenção, não, o terror, ou horror, não importa como prefira chamar, é muito mais que isso. Esse gênero, que transita por todas as áreas da arte, pelo nosso dia-a-dia, está ligado com tudo sobre nós, seres humanos, desde o inicio de tudo. O medo veio junto com a capacidade de compreender que a vida era um processo finito, mesmo antes da escrita sequer ser estabelecida, e desse medo veio o horror de tudo acabar quando menos esperamos. O tempo passou, as gerações cultivaram sua evolução, e o medo continuou ali, agarrado a esse processo, como uma sombra sempre presente. Com o passar de centenas de anos pode se perceber que não era somente a morte que deveria ser temida, conceitos diferentes dobraram e desdobraram o que viria a se tornar o verdadeiro terror no mundo. O medo do mundo e suas insanidades se tornou uma ferramenta necessária para qualquer coisa. E então, entre fogueiras repleta de historias de demônios, monstros das sombras e deuses malignos, a humanidade abraçou o horror como parte de sua vida. Quem não se lembra de ouvir historias assustadoras dos pais e conhecidos? O bicho papão, a mula sem cabeça, o corpo seco, a loira do banheiro! Eu poderia ficar aqui, transcrevendo entre paginas, por dias só para citar a quantidade de símbolos de terror que ajudaram a formar quem somos. A boa maioria deles cheios de fantasia, de ficção do horror, feitas para mascarar o fato de que nada no mundo pode ser mais assustador que a própria humanidade.
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