Pseudacteon Hominum - Jungkook

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WpMetadataNoticeLast published Wed, Jun 10, 2020
"Um vírus que dominava todos os países sofreu uma mutação. Agora, além de trazer sérios problemas nos pulmões, rins e estômago, ataca as funções cognitivas dos seres humanos infectados, trazendo à tona uma das maiores ficções da humanidade, os zumbis" . Como eu pude entregar meu coração no meio dessa guerra toda? Eu sabia que no mundo de agora, tudo é passageiro, mas mesmo assim eu fiz essa besteira. Ele fazia a realidade ser algo bom de se sonhar. Com seus poemas, seus sorrisos, suas piadas inconvenientes ele construiu um novo mundo só meu e dele. Dançávamos entre dois universos, a vida real e a nossa fantasia. E agora, eu tenho certeza de que o ser que comanda tudo, seja lá quem é, me odeia. Sim, me odeia. Ele tirou de mim todos os meus pontos de luz, me deixando no breu. Ele os arrancou dos meus braços um por um, esnobando e rindo. Disso eu tenho certeza.
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#553
jeonjugkook
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Higanbana

Ele me olhava como se tivesse acabado de me caçar - os olhos escuros cravados em mim, sedentos, enquanto o uísque girava lento no copo, como o sangue ainda fresco no chão entre nós. Sua respiração era densa, febril, quase tão quente quanto a vida que acabáramos de arrancar. O cheiro metálico da morte se misturava ao perfume da sua pele, e eu... eu não conseguia respirar sem ele. Ele era meu medo e minha redenção. Minha sentença e minha salvação. Estar ao seu lado era como cair num abismo e desejar que ele nunca tivesse fim. Eu me agarrava a ele como quem se afoga na própria insanidade - e ainda assim implora por mais. Ele me matou antes de qualquer outro. Quando me olhou daquele jeito. Quando sussurrou meu nome com aquela voz rouca, carregada de vício e poder. Eu não tinha mais corpo, nem alma. Só vontade. Vontade de tê-lo. De me perder inteiro nele. O mundo morreu no instante em que o sangue respingou nas nossas mãos. E ali, entre a morte e o desejo, eu soube: eu precisava dele mais do que da droga, mais do que do ar. Se ele me deixasse, eu não sobreviveria nem à próxima batida do meu coração. E ele sabia. E sorria. Porque ele também precisava de mim. Doentio. Louco. Viciado. Meu.

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