O Ventríloquo

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WpMetadataNoticeLast published Sat, May 30, 2020
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Non-Fiction
De volta ao século XIX, uma criação revolucionária no mundo das artes e da indústria cultural nascia: o cinema e, junto desse, o angustiante declínio na carreira profissional de muitos artistas circense, decorrendo à falência de inúmeros espetáculos e circos, no geral. O circo, como conhecemos hoje (feito de lonas e que viaja por diversas cidades com palhaços, acrobatas e muita alegria), surgiu em Londres, na Inglaterra, em torno de um século antes do cinema, em 1768. No meio tempo entre o primeiro ato de uma "atração" à outra, aquela que surgiu primeiro, o circo, destacava-se muito por toda a alegria que trazia, por se tratar um show mais acessível, às famílias: desde as mais carentes, às famílias de um capital/ patrimônio mais elevado. O que os artistas circense, que levavam sua vidas de maneira metódica, acostumados com certa "fama", não esperavam, era que a nova atração, que surgiu no século XIX, fosse diminuir, estrondosamente, seu público alvo; fazendo com que os, antes despreocupados, agora mudassem tal pensamento, com o novo rumo que suas vidas levariam dali adiante com essa inovação no mundo das artes. Na mesma época em que surgiam os primeiros cinemas e as primeiras peças eram estreladas, o ventriloquismo tornou-se um novo ato a ser implementado nos espetáculos circense, podendo ser a salvação de muitos circos e da vida profissional de muitos artistas ligados a essa área de atuação. Chester Waterpull estava prestes a fechar as portas do seu negócio, passado de geração a geração em sua família, quando viu nos olhos de um doce rapaz, a esperança de reerguer-se em meio ao o que parecia a ele, o caos de tudo. Você já foi o ventríloquo de alguém? Ou você foi o fantoche? Muitas coisas podem acontecer, seja numa fala mal compreendida, ou naquilo que você realmente quer falar, mas realmente é você quem está falando? Ou seu boneco se rebelou contra você e age por si próprio? Conheça a circo "Wonderful Waterpull" e suas atrações! Estrelando: O Ventríloquo.
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"Eu vejo gente morta." Ok, essa frase já é um baita clichê, mas no meu caso, é verdade. Desde que nasci, eu vejo como as pessoas vão morrer nos próximos minutos - e nada do que eu faça pode mudar isso. Já tentei impedir, já rezei, já fingi que não via... Mas a morte parece se divertir comigo, transformando cada tentativa de salvação em um final ainda mais absurdo. Então, o que eu fiz? Me tornei especialista em ignorar. Melhor ainda: fiz disso um estilo de vida. Aos 28 anos, vivo como nômade, evitando qualquer laço emocional e trabalhando como leitora crítica de manuscritos. Sim, eu sou paga para ler livros ruins e encontrar os que têm potencial. Um sonho para uns, um pesadelo para quem já não aguenta mais fanfics disfarçadas de romances. Mas meu maior problema não são os clichês literários. O problema é quando eu começo a ver mortes... que não deveriam acontecer. Assassinatos que ainda não aconteceram, mas estão prestes a rolar. E, pela primeira vez, talvez eu tenha um jeito de mudar a história - ou de acabar como mais um spoiler da morte. Uma história sobre sarcasmo, mortes inevitáveis e o prazer de rir na cara do perigo. Afinal, se a vida é um roteiro, eu já decorei o final.

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