E o mais importante já estava empacotado dentro de uma mala que viajaria em meu colo. Era a antiga mala de meu pai, um pouco gasta pelos anos de uso, mas que ainda assim continuava bonita. Olhei em várias direções antes de me despedir, mas o olhar calado de minha mãe dizia que eu precisava ser forte se quisesse partir. Quando se nasce mulher na minha tribo, só existe uma escolha para conseguir sobreviver: Coragem. Ou se escolhe a coragem para aceitar aquela vida miserável, com pouca comida, com muito trabalho e em alguns raros casos de sorte com um casamento arranjado, ou se escolhe a coragem de mudar, de seguir em frente, de abandonar a família e ir à outra direção.
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