O Silêncio de MacArthur

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WpMetadataNoticeLast published Wed, Jan 20, 2021
Todo pai deseja ver o filho encontrar um grande amor, às vezes podem traçar planos que os encorajam quando necessário. Alguns deles até rompem certos limites quando oferecem uma mãozinha. Tudo isso é bem normal, e é praticado a séculos, talvez subsista desde a criação. Mas quando o inverso acontece? Não é usual que o filho tome essa iniciativa. Mesmo assim Daniel se superou quando resolveu escrever cartas anônimas em nome do seu pai. Aliás, Carlos jamais teve ideia de que seria chamado de Sr. MaCarthu nas correspondências anônimas que o filho escrevia e endereçava à belíssima Dalma. Ambos passaram a viver sozinhos desde que a mãe de Daniel foi embora de casa. Aos quatorze o poeta genial, que é Daniel, teimou em dizer que Dalma seria a mulher perfeita para seu pai. Desde então as cartas escritas com a caligrafia perfeitas começaram a bombardear de amores o coração da mulher mais cobiçada da cidade de Vitória. Nem a polícia foi capaz de saber quem enviava aquelas cartas quando o noivo ricaço da moça descobriu que seu coração já não batia por ele. Carlos, um homem negro e assalariado, contava com um trunfo: a mente brilhante do filho, que escrevia as cartas que fizeram Dalma se apaixonar. E a moça, branca e mais nova, outrora pertenceu à família de ótima posição socieal. Tais fatos jamais foram ponderados quando Daniel decidiu colocar seu plano em ação. Será que os dois serão capazes de superar todos os obstáculos para conseguirem ficar juntos? O que pode acontecer quando a polícia descobrir a verdadeira identidade do admirador secreto de Dalma?
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No auge do ano de 2005, Rafael e Ária, se conheceram no renomado colégio, situado em uma pacata cidade do interior do estado de São Paulo em que ambos moravam. Entre conversas no MSN e trocas de depoimentos no Orkut, os dois se apaixonaram e viveram um típico romance adolescente, regado a muita música e dramas juvenis experienciados intensamente. Naquele ano, Rafael, jovem branco de classe média alta e filho de pais divorciados pouco afetuosos, via-se pressionado a seguir a carreira da família cujos primogênitos sempre se tornavam advogados. Porém, ele apenas desejava viver da música, embora soubesse que jamais teria qualquer apoio de seus pais. Ao ver seus sonhos ruírem sem qualquer esperança de conquistá-los, Rafael, em plena adolescência, começa a se afundar no álcool que parece ser a solução para todos os seus problemas. Todavia, tudo começa mudar quando ele conhece Ária: a menina de pele um tanto escura, de longos cabelos encaracolados que vira o seu mundo do avesso. Ária era mais uma garota pobre, órfã de pai, que cuidava da casa enquanto sua mãe lutava contra a depressão profunda que a abateu após o falecimento de seu esposo e único amor. Por ser bolsista e filha de uma mulher negra, Ária aprendera a conviver com o preconceito desde pequena. Assim, a garota não compreendia o fato de Rafael, seu extremo oposto, ter se apaixonado por ela. Contudo, apesar de tanto relutar, ela se entregou a paixão e o amou fervorosamente. Dizem que aqueles que pertencem a diferentes classes sociais não devem se relacionar. Dizem também que ninguém fica com o primeiro amor. Entretanto, quis o destino que ambos se separassem. Fato é que, uma década após o rompimento, ambos ainda se amavam. A verdade é que todos sabem que onde há amor, há esperança. E onde há esperança, existe uma história a ser contada. O ano era 2005. Tudo era diferente.

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