Ainda amo você

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WpMetadataNoticeLast published Thu, Jul 23, 2020
A alguns anos, eu poderia dizer que não me apego à ninguém, que tenho total controle sobre meus sentimentos e pensamentos, tudo mudou a três anos atrás. Tinha acabado de chegar de viagem, que durou horas, ficava olhando pela janela do ônibus pensando sobre como seria as coisas agora. Ao chegar à ansiedade tomou conta, não esperava a hora de ver minha melhor amiga, morria de saudades dela. Fiquei um mês em casa esperando as aulas voltarem, não sabia onde era, não sabia o que esperar, até finalmente o tempo de espera esgotou, vi uns amigos antigos, o que me deixou confortável não precisaria passar pela dificuldade de me entrosar, tudo parecia normal, até meus olhos avista um rapaz que fez o meu corpo arrepiar, meu coração dispara, meu rosto ficou corado, eu estava constrangida e não entendia, não fazia sentido.
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As coisas podem mudar em um piscar de olhos. Em um momento você está bem, e no seguinte... sua vida começa a desmoronar. Nunca esquecerei aquela data, e tenho certeza de que minha mãe também não. Foi o dia mais difícil da minha vida; precisei ter coragem, não apenas por mim, mas também por ela. Descobrir que meu pai havia morrido em uma avalanche foi como perder o chão sob meus pés-tudo parecia ter acabado naquele instante. A partir daquele dia, me isolei do mundo. Parei de comer, não queria ver ninguém, nem mesmo a minha mãe. Após meses trancado em um quarto, decidi sair e me envolver com pessoas que não devia. Comecei a usar drogas e, em várias ocasiões, atentei contra a vida da minha mãe. Após meses nessa vida-se é que posso chamá-la assim-decidi buscar ajuda e me internar em uma clínica de reabilitação. Algumas semanas depois de ser encontrado desacordado na piscina, fui levado ao hospital, onde descobriram que estava com câncer e que tinha apenas três meses de vida. Foi difícil, mas eu precisava ser forte mais uma vez, e estou tentando ser até aqui.

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