Antes de qualquer coisa...
Não. Eu não sei falar de coisas bonitas.
Não sou fofa.
Não sou perfeita, sou instável.
Não sou fácil de engolir,
nem instagramável.
Minha poesia é simples,
bruta, crua, reflexo do presente.
Entendo que, com tantas cores,
isso não soe coerente.
Eu sinto tudo com muita força, com intensidade.
Por isso escrevo com tanta verdade.
Às vezes é triste, solitário,
mas pra quem gosta de silêncio,
não é calvário.
Mas será que alguém
quer ler poesia sempre tão nua?
De quem tem uma realidade tão dura?
Não escrevo pra confortar,
agradar, provocar.
É algo que faz parte de mim.
Escrevo pra me curar.
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