Love Me Like That

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"Sabe... quando eu tinha doze anos, achei que tinha encontrado o amor da minha vida. Aos quinze, ele me fez sentir a garota mais feliz do mundo ao me pedir em namoro. Mas aos dezoito... ele me fez a mulher mais infeliz que eu poderia ser." [...] - Agora, a última candidata a se apresentar. A inestimável joia da escola... senhorita Haruno. Eu os observava da coxia. Sorrisos. Toques. Sussurros. Um casal feliz. Nojo. Era isso que eu sentia. Por cada sorriso dado. Por cada beijo trocado. Por cada toque, cada olhar cúmplice. Eu sentia nojo deles. Mas essa seria a última vez. A última vez que eu olharia pra cara deles. Subi no palco. Pus meu melhor sorriso no rosto. Não, eles não teriam o gosto de me ver quebrada. - Love me like your life depends upon it... [...] "Eles me traíram, e eu fiz disso uma arte. Uma performance. Cantei a nossa música como se fosse só minha. Porque agora, era mesmo. A nossa música virou a minha vingança."
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A vida pode ser muitas coisas: boa, ruim; chata, animada; feliz, triste; justa, injusta; uma completa maravilha ou uma completa desgraça. Acho que nunca é uma coisa só. É sempre uma mistura. Nunca "oito ou oitenta", mas sempre oito e oitenta. Todos têm momentos e mais momentos em suas vidas: uns superam rápido, outros não; e tem aqueles que só ficam no meio termo entre superar e relembrar memórias a todo momento. Acho que me enquadro nesse segundo quesito. Não é como se eu tivesse escolhido ser assim. Não mesmo. Mas não consigo fugir - não mais. Nos meus trinta e quatro anos de vida, eu já tinha enfrentado duas guerras, sabe-se lá quantas batalhas e inúmeras vezes meu coração foi partido. Mas não no sentido romântico da coisa; eu perdi quem eu mais amei nessa vida e isso destruiu meu coração. Além de me blindar de me apaixonar e me decepcionar mais ainda. Isso não significa que eu não ame alguém. Eu amo minha vila e sou devoto a ela; amo meus ex-alunos, meus amigos - mesmo que não sejam muitos. São minha família agora. Acho que por amar eles tanto, que eu me escondi, como um covarde. Na minha mente, quanto mais eu me manter distante, mais eles estarão seguros do caos que eu sou. Então, me pergunto: há quanto tempo não me permito muita coisa? Bom, eu respondo: desde que eu admiti que tenho depressão. Acho que a primeira pior parte é admitir; a segunda pior parte é procurar ajuda; a terceira pior parte é ir a terapia; a quarta pior parte é continuar nela e, a quinta pior parte é correr atrás de todo o prejuízo que isso causa em sua vida. Porém, se eu consegui ajudar três jovens cabeças duras a se tornarem três ninjas cabeças duras e Sannin Lendários, eu consigo vencer essa nuvem densa e escura que tenta tomar conta do meu ser. Sim. Eu consigo. Talvez só não seja fácil. Postada também no Spirit e Nyah! | Co-autora: @K1R4K1 (usuária do Spirit). 🏅 #7 em KakaSaku em Agosto

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