The First to Say Goodbye {L.S.}

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"Quem vai ser primeiro a dizer Adeus?" Era o que questionávamos um ao outro, em meio à todos os nossos momentos. Costumávamos pensar muito sobre o futuro, o que fez com que o presente ficasse enciumado e nos mostrasse que nem tudo poderia ser planejado, que, talvez, você não estivesse comigo em todos os dias de minha vida, que seria tirado de mim de forma bruta e drástica, sem avisos prévios. Lembro me de quando prometemos, no altar, por meio das singelas palavras repletas de amor e fidelidade, estarmos "juntos até que a morte nos separe", e penso sobre como nunca imaginei que isso pudesse acontecer tão cedo. Eu estou na minha cama, e você não está aqui. Estou acordando sozinho todas as manhãs, olhando seu travesseiro, desocupado, porém ainda com seu cheiro. O destino não houvera sido bondoso conosco, Louis. Eu queria muito te ter aqui agora, aqui comigo. Porque sempre foi você. Sempre será você. • Onde, após anos vivendo do mais puro amor, Harry acaba por perder sua alma gêmea, sua outra metade, seu lar. Assim decidindo retratar em uma carta a história de amor mais bela de todas, ou melhor, a sua história de amor com Louis.
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Em um mundo regido por sangue, poder e silêncio, Evangeline nunca teve escolhas. Criada para obedecer, protegida demais para entender o que existe além das paredes da mansão, ela cresce alheia à brutalidade do império criminoso ao qual pertence. Sua inocência não é fragilidade - é resultado de um controle absoluto, de uma vida moldada para que ela nunca questione, nunca deseje, nunca escape. Com 17 anos seu destino é selado: ela será esposa de Constantine I, o grande patriarca do império. O casamento não é amor, é aliança. Estratégia. Um contrato silencioso. Evangeline aceita sem compreender totalmente o que aquilo significa... até ser rejeitada. Constantine I recusa a união sem explicações, deixando-a marcada pela humilhação e pelo peso de ser considerada insuficiente. Para evitar rupturas entre famílias, uma nova decisão é tomada às pressas: o irmão de Constantine assumirá o compromisso. Um acordo frio, feito sem que Evangeline tenha voz. Ela passa a pertencer a outro nome, outro destino, outra prisão. No jantar de noivado, cercada por homens perigosos, olhares calculistas e conversas que escondem ameaças, ele a vê pela primeira vez. E se perde. Evangeline, com sua postura contida, seus olhos que não sabem mentir e sua pureza deslocada naquele ambiente cruel, se torna tudo aquilo que ele jamais deveria querer. Mas quer. Intensamente. Irremediavelmente. Enquanto ela permanece inconsciente do perigo que representa - tão inocente que não percebe a obsessão nascer - ele passa a desejá-la como se fosse a única coisa capaz de quebrar o vazio dentro dele. Em um universo onde sentimentos são fraquezas e mulheres são moedas de troca, esse desejo pode significar poder... ou ruína. Evangeline não sabe ainda, mas naquela noite seu destino muda. Não porque escolheu, mas porque alguém decidiu que ela seria dele.

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