50 dias.
Quando nos desprendemos da preocupação em nos mantermos vivos, toda nossa percepção sobre as coisas muda. A partir daí, o menor dos estímulos passa a admitir a maior das significações. Desse modo, o que podia ser mais uma despedida, um testamento, tornou-se uma carta - ou melhor, um livro - de boas-vindas.
50 dias. é um convite ao início de um relacionamento, comigo, consigo e com o todo ao mesmo tempo. Sendo assim, sob o olhar de quem se despede, podemos entender do que estamos abrindo mão. Daí, contrariando a ideia de que a vida é continuidade e a morte é a ruptura, proponho outro ponto de vista. Porque, mais do que um caminho para a autoajuda, este livro é sobre ajudar o outro, mais sobre o que somos e menos sobre o que podemos ser.
E se a vida for ruptura e a morte a verdadeira continuidade? Já podemos começar.