escritos de alguém qualquer

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WpMetadataNoticeLast published Fri, Jun 17, 2022
Acho que minha alma se revolta por não poder falar, essas palavras que se juntam todas na minha garganta, aglomeram-se, lutam entre si, para que no fim pouco do que deveria ser dito consiga fugir de mim. O restante, tormentuoso, amargurado, as vezes alegres e gentis, insistem em permancer por aqui, dentro do meu ser, dentro de seus próprios significados. Creio que essa parte de mim tornou-se sedenta pela liberdade, e através dessas letras ela achou conforto e voou pelas folhas que por ventura eu já tantas vezes esqueci, mas que a permitiu livrar-se de tanto peso que se juntava a garganta. Então, se minha alma pudesse falar, creio que ditaria as poesias que minhas mãos escrevem.
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Escrevi cartas quando não havia mais ninguém para ouvir. Escrevi porque doía demais guardar tudo só pra mim. Escrevi para o amor que partiu, para o que não chegou, para o que nunca existiu de verdade... e, acima de tudo, escrevi para o amor que um dia fui capaz de sentir - mesmo quando não havia retorno. O amor que, no fim de tudo, sempre esteve em mim. Entre páginas não lidas e amores não correspondidos, nasce um livro feito de confissões, saudades e silêncios. Cartas de um amor desconhecido: todas as vezes que escrevi para o amor, reúne cartas reais escritas por alguém que amou com toda a alma, mesmo quando o outro já não estava mais lá. Não são cartas para serem respondidas - são desabafos de quem sobreviveu à ausência e transformou a dor em palavra. Se você já amou alguém ao ponto de se perder, talvez se reconheça aqui. E, se ainda não se encontrou, talvez essas cartas possam te guiar de volta porque, às vezes, a gente só precisa escrever para continuar existindo.

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