ÒRUN é uma obra de ficção especulativa profundamente enraizada no afrofuturismo, que entrelaça duas narrativas aparentemente distantes no tempo e no espaço, mas conectadas por temas universais de identidade, memória e resistência.
Em um futuro distante, na colônia extraterrestre Plantation Bragi, testemunhamos a vida de Zett, um jovem soldado "Vanir" com um braço cibernético de uru, marcado pelo estigma e pela hierarquia opressiva dos "Aesir". Seu destino se cruza com o de Ogum, uma androide negra de combate sofisticação e beleza inquietantes, que começa a apresentar "glitches" de consciência.
ÒRUN é, portanto, uma saga que vai da poesia da terra natal à frieza do espaço interestelar. É uma obra para leitores de Octavia E. Butler, Nnedi Okorafor e N.K. Jemisin, que apreciam ficção especulativa densa, politicamente consciente e espiritualmente engajada, onde a tecnologia e a ancestralidade não se opõem, mas colidem e se fundem para criar modos de existir e resistir.
"De um berço de prata nasceram
4 garotos na terra entristeceram
Procurando quem os encontrará
Aquele que á escuridão deterá
O reencontro da destruição
Daquele que negou a intuição
Entre o amor destrutivo
O garoto de céu encarnado
encontrará o seu objetivo"