Você já parou pra pensar em como seria ler tudo aquilo que escreveu quando era adolescente? Se tivesse a chance de relembrar suas anotações e diários, isso te deixaria feliz ou te deixaria com um frio na barriga? Eu tive a (in)felicidade de revisitar esses escritos. "Amores" é um mergulho nas emoções intensas que vivi há quinze anos, quando ainda era aquela jovem cheia de incertezas.
Neste livro super pessoal, eu compartilho os altos e baixos dos meus 18 anos. Aqui, cada amor, cada desilusão e até aqueles momentos de raiva louca se transformam em registros de uma eu que tava tentando entender o que era a vida. É como dar uma olhada nas reflexões de uma adolescente que se sentia perdida, tomada pela raiva, pelo rancor e pela falta de compreensão. E lembrando do que escrevi, dá pra ver que a empatia e a aceitação estavam sempre ali, mas eu nunca conseguir abraçar direito.
Se eu pudesse voltar no tempo, queria ser um guia para aquela menina que se sentia pouco amada e cheia de cobranças. Eu diria pra ela respirar, pra não se perder nos labirintos da busca por paz em amores passageiros, quando o que ela realmente precisava era se encontrar. Compartilharia a sabedoria que aprendi, mostrando que cada membro da família tá enfrentando suas próprias lutas, fazendo o melhor que podem, mesmo que isso não seja perfeito.
"Amores" é um carinho na criança que eu fui, um convite à compreensão e à aceitação. Ao revelar os desafios da minha juventude, espero trazer uma nova visão sobre como a gente pode se transformar. Hoje, sou uma adulta que finalmente encontrou amor, apoio e, o mais importante, a si mesma. Esta jornada de autodescoberta é uma oportunidade pra quem, assim como eu, tá aprendendo a se perdoar e a amar sua própria história.
Eu nunca acreditei em destino.
Sempre achei que as coisas simplesmente aconteciam, sem um grande propósito ou roteiro pré-definido. Pessoas entram e saem da sua vida, sentimentos surgem e desaparecem, e o tempo segue seu curso, sem olhar para trás.
Mas agora... agora eu já não sei mais.
Porque duas semanas foram suficientes para bagunçar tudo. E 1 mês pra virar minha vida de cabeça para baixo.
Para me fazer duvidar de tudo o que eu achava que sabia sobre amor, desejo e confiança.
E, no fim, bastaram duas linhas para destruir qualquer certeza que eu ainda tinha.
Duas linhas.
Duas histórias.
E uma única verdade que pode mudar tudo.