Era quase meia noite, andava sozinha pelas ruas da cidade. Alex Williams, 16 anos, bêbada, drogada, sobe efeitos de entorpecentes, caindo pelos becos como uma qualquer, sem um pingo de respeito a própria vida ou as pessoas que se importavam, afinal, para ela ninguém realmente se importava, só agiam como tais, só queriam coisas, fingiam até ama-la para conseguir algo. Era oque pensava...00h02. Jogada em um lugar qualquer de Miami, ninguém se importa, nem a própria. Álcool, uma festa, alguma garota. Sua noite estava feita.Mesmice, conformismo, cansaço, ruas, becos, calçadas, dormir, acordar... A mesma coisa novamente. Álcool, uma festa, alguma garota... Um trabalho, emprego na boate, um salario, mais bebida, um pouco de qualquer droga que encontrasse. Outro dia... Tudo novamente... Outras garotas, uma dança, um pagamento, compras, noites em qualquer lugar, bebida, drogas, sexo. Uma vida miserável... Até que ela a encontrou...
Um relacionamento antiético entre professores e alunas, era algo do tipo que geraria críticas para a vida inteira. Porém, com tantos problemas na vida, Michael não se viu desistindo do que realmente queria para si. A vida não lhe proporcionou muitas coisas boas, tornando-se então um homem cheio de vícios, com o coração magoado por amores que lhe tiraram todo o amor próprio que ainda lhe restava. Vivia em luxúria, feliz com sua família, mas entregue aos prazeres da vida, famoso por sua beleza e sua facilidade em seduzir suas alunas, ao menos era assim que elas o viam, Professor Williams era um ser respeitado e inteligente, com gostos pela literatura e tudo que envolvia arte. Enquanto isso, Émie vivia em seu inferno familiar, com pais drogados, ela buscava melhorias para sua vida tão parada. Como se tivesse uma alma vazia, Émie parecia apenas estar sobrevivendo dia após dia... com um passado doloroso, escondia de todos os seus mais obscuros segredos, porém, além de sua mãe ser apenas uma mulher que lhe abrigou em seu ventre, não passava disso, pois era uma das pessoas que mais lhe tirou o brilho dos seus olhos.
Mas, nem tudo é escuridão, a pureza no sorriso de um bebê pode ser a luz que toda alma vazia precisa sentir.