Sombras em tela branca
Em Luminara, uma cidade onde as luzes parecem sempre um pouco mais pálidas, Marina tenta manter sua rotina entre prateleiras silenciosas e pensamentos que insistem em fazer barulho. Com o tempo, algo começa a surgir - uma presença tênue, quase imperceptível, que se entrelaça à sua solidão como uma sombra que não se nomeia.
Sem saber ao certo o que é real e o que nasce da dor, Marina percorre caminhos internos e externos, tentando compreender o que a acompanha em silêncio. Entre diálogos leves, ausências profundas e momentos de inesperada beleza, ela descobre que nem toda presença precisa ser vista para ser sentida - e que nem toda escuridão é ausência de luz.
Entre silêncios que gritam, Marina descobre que há dores que criam forma, e formas que talvez sejam apenas espelhos. Nem sempre é possível distinguir o que se vê daquilo que se carrega por dentro.
Uma história sobre o invisível, o imaginado, e a tênue fronteira entre sobreviver e despertar.