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A parábola das flores mortas

A parábola das flores mortas

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WpMetadataReadMatureComplete Thu, Jan 14, 2021
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Fiction
Romance
Sentimentos são como flores em um jardim; são plantados, regados, cuidados ou arrancados fora com violência. Uma aprendiz é chamada para cuidar do próprio jardim, sozinha tem que lidar com algo que nunca foi lhe dado direito, algo grande demais para se segurar com duas mãos. O jardim também é sinônimo para autoconhecimento, perda e ressignificado, afinal uma flor precisa crescer, florescer e cair também. E para cultivar, precisa aprender a tirar as partes podres dela.
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No começo, ele parecia o sol. Sabe aquele tipo de brilho que aquece só de olhar? Era assim que Marina se sentia quando ele sorria. Ele dizia pouco, mas quando dizia, soava como poesia. Ela acreditava em cada gesto, em cada "tô ocupado" como um sinal de esforço, em cada silêncio como timidez. Mas o tempo mostrou que sol demais também queima, Ele nunca dizia "eu te amo" sem segundas intenções. As fotos que pedia vinham com promessas vazias, e o tempo que ele não tinha pra ela, ele achava pra tudo o mais, Ainda assim, Marina sorria. Porque na cabeça dela, amor era insistência. Na cabeça dela... Ainda era amor.

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