Segredos dos Hummer's

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WpMetadataNoticeÚltima atualização seg, nov 30, 2020
"Eu corria, sentia aquele medo de novo, por que isso está acontecendo comigo? Por que? Entro em uma espécie de jaula e a tranco rapidamente, minhas mãos estavam trêmulas, mas isso não me impediu de trancar. Me encosto na parede respirando fundo, abraço a escopeta em meus braços, observo ele descendo do teto e caminhando lentamente para perto da jaula onde eu estava. -Você...-Respiro fundo me sentindo totalmente afundada por aquele olhar e pela aquela voz, com firmeza eu levanto a escopeta apontando para ele. -Isso não vai me machucar, você sabe disso.-Ele riu de mim, puxo o gatilho ele vai para trás com impulso da bala, porém, não teve nenhum machucado em seu ombro. -Aaahnn.-Segurou as barras as puxando com força, senti meus olhos lacrimejar ao ver ele as entortando com esforço enquanto gritava. -PARA! PARA, POR FAVOR!-Clamei chorando desesperada, aquele momento me fazia lembrar tanto o que eu passei na minha infância, o medo era o mesmo. -Por favor... Ele solta as barras me encarando sorrindo. -Você é pura! Já sofreu na vida!-Ele disse com felicidade, deslizo contra a parede até ficar sentada no chão.-Eu... não vou fazer nada com você! Você é como eu!-Sorriu se virando.-Viva. Bruna estava com o corpo tão psicologicamente abalado, que acabou por desmaiar naquela jaula."
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Há quem diga que o tempo apaga. Que a idade rouba da memória aquilo que o coração um dia julgou inesquecível. Não é o meu caso. Aos oitenta e tantos anos, com a lucidez intacta, a saúde generosa e uma casa onde o silêncio não dói, mas sussurra, posso afirmar: o que foi vivido com verdade não se perde. Apenas muda de lugar. E às vezes, quando menos se espera, volta - com um perfume antigo, uma música no rádio, uma carta nunca enviada. Sou D.R. Sousa. Não escrevo por saudade apenas. Escrevo porque a memória me é fiel. Porque há nomes que ainda vivem comigo - nas entrelinhas, nos detalhes que ninguém mais vê. Amores que não se apagaram, mesmo que os rostos tenham se diluído nas brumas dos anos. Alguns passaram como cometas - intensos, breves e impossíveis de esquecer. Outros ficaram por longas estações, me ensinaram a dançar com o caos e a chorar em silêncio. Houve os que se foram sem saber que os amei. E os que ficaram dentro de mim mesmo depois de partirem. Lembro de muitos com uma clareza quase dolorosa - os olhos, os risos, até os silêncios. Lembro também das mágoas, dos desencontros, das promessas não cumpridas. Mas me recordo, acima de tudo, da beleza de ter sentido tudo isso. Escrevo agora não por arrependimento, mas por gratidão. Por ter amado. Por ter vivido. E por ainda lembrar - com ternura - de cada um deles...

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