Como dizia Friedrich Wilhelm Nietzsche, "Quem tem algo por que viver, é capaz de suportar qualquer coisa", muitas vezes nós achamos que temos algo por que viver, mas é apenas uma máscara, nós construímos nossa vida levando em consideração algo que ainda não vivemos ou uma pessoa, e nos decepcionamos quando a máscara cai, nos encontramos em um beco sem saída. A verdade é que nós compramos a verdade no supermercado e nos agarramos a ela.
Lua, ao contrário de muitas pessoas vivia sem algo por que viver, passava seus dias ouvindo pessoas que apenas queriam ser escutadas. Coisas boas acontecem no ensino médio apenas em filmes, aqueles filmes que nos prendem do começo ao fim aos 11 anos, mas quando se cresce, já existe a malíssima que nada daquilo pode acontecer de verdade, mas aconteceu. Uma escola com tantas pessoas estranhas e um marca-texto rosa.
Exatamente, um "marca-texto rosa" já fez mais por duas pessoas do que as próprias pessoas que já seguraram um. Lua conheceu uma amiga nova no Colégio Etapas, Maya Lee, o tipo de garota que ainda vê salvação nas pessoas, poderia ser tanto uma qualidade quanto um defeito, pois dava espaço a manipulação das outras pessoas.
Lua poderia ter a manipulado, poderia ter uma ajuda na escola e um lanche pago na cantina todos os dias, piscando os seus olhinhos e pedindo por favor, ela sabia que Maya não iria dizer não, mas ela resolver conhecê-la melhor. E foi assim que uma amizade nasceu, não como nos filmes da Netflix, mas nasceu.
Desde o 9° ano as duas foram se tornando inseparáveis, Lua com a sua confusão e a Maya com a sua ansiedade. Ambas tinham os seus problemas, mas se tornaram uma dupla tão boa por se ajudarem acima de tudo e prometeram que seria assim sempre, as duas juntas.
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