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Minhas Dores

Minhas Dores

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WpMetadataNoticeÚltima publicación jue, ene 7, 2021
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Poesía
Etiquetasalmapoema
Olhar assim tão sem jeito Pois aflige minha alma a Dor que sinto no peito A angústia na fala Na dor das lágrimas que escorrem Como farpas em meu rosto Meu sorriso se destrói E como dói a alma a sua falta. Me enche da angústia o coração De pensar que os dias podem Ser inválidos e aquilo que foi Vivido está sendo deixado de lado. Mundo maluco e sem jeito Fez da história perfeita mas Uma dor aqui no meu peito Olhando distante aqueles que Querem ver o meu algoz. Mas dentre o luto criou-se A fera e faminta nasceu Pois a terra de onde veio Somente a dor conheceu Dilacerando a alma o corpo E a mente que sente toda está Ferocidade e atrocidade. Com magnitude e beleza Rasga o véu que está sobre a mesa Expondo ainda mais aquilo Que um dia me trouxe paz Hoje me faz se sentir ao relento Olhando para o tempo vejo Que aos poucos vai morrendo O homem que existiu aqui, Hoje sentado em sua cadeira Olhando para seu jardim pela janela Percebe que a cada flor Que planta foi no seu quintal Fez parte do seu funeral Que morreu parte do seu âmago. Que as dores o fizeram pensar Que deveria se tornar mal E fazer dele seu combustível Para matar o homem Amável e de coração bonito. Que um dia já teve seu sorriso Estampado!
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Meus olhos te viram triste Olhando pro infinito Tentando ouvir o som do próprio grito E o louco que ainda me resta Só quis te levar pra festa Você me amou de um jeito tão aflito Que eu queria poder te dizer sem palavras Eu queria poder te cantar sem canções Eu queria viver morrendo em sua teia Seu sangue correndo em minha veia Seu cheiro morando em meus pulmões Cada dia que passo sem sua presença Sou um presidiário cumprindo sentença Sou um velho diário perdido na areia Esperando que você me leia Sou pista vazia esperando aviões Meus olhos te viram triste Olhando pro infinito Tentando ouvir o som do próprio grito E o louco que ainda me resta Só quis te levar pra festa Você me amou de um jeito tão aflito Que eu queria poder te dizer sem palavras Eu queria poder te cantar sem canções Eu queria viver morrendo em sua teia Seu sangue correndo em minha veia Seu cheiro morando em meus pulmões Cada dia que passo sem sua presença Sou um presidiário cumprindo sentença Sou um velho diário perdido na areia Esperando que você me leia Sou pista vazia esperando aviões Sou o lamento no canto da sereia Esperando o naufrágio das embarcações

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