Eu sempre estive lá, sempre estive fazendo parte, mesmo que ninguém saiba meu nome, mesmo que nem saibam que existo, que faço parte de tudo que eles falam e fazem.
Tudo solitário demais, chato demais.
Mas então, ela apareceu, entrando casualmente naquela velha biblioteca, não conseguia ve-la, mas pude sentir a áurea dela, uma áurea calma, entorpecente, mas não opressor.
Ela passou por cada livro, olhando cada capa, cada sinopse, tudo. E então, ela me achou, me pegou da estante e olhou cada aspecto, às páginas café, a capa bem ilustrada, a sinopse bem elaborada, ela transmitia curiosidade, felicidade.
Seria ela... o que estive procurando por anos?
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