Durante dois invernos, o silêncio foi a única companhia. Dois anos em que o tempo não curou, só ensinou a conviver com a ausência. Ela era luz. Era presença. Era tudo que restava de uma história feita de sorrisos sinceros e promessas sussurradas no escuro. Agora, ela é apenas um nome gravado na memória... e em uma cicatriz que insiste em arder nos dias mais calmos. Maiara seguiu. Com passos que aprenderam a andar sobre ruínas. Com uma alma que aprendeu a dançar entre lembranças. Mas quando a noite cai e o mundo desacelera, algo sempre a puxa de volta. Um perfume perdido. Uma música que toca sozinha. Um arrepio sem vento. E então, uma mensagem. De um número desconhecido. Sem foto. Sem assinatura. "Você ainda pensa em tudo aquilo?" "Ainda dói?" É só isso. Mas é o suficiente para o chão se abrir de novo. Às vezes, o passado não fica enterrado. Às vezes... ele volta. E quando volta, ele não pede licença. Ele invade.
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