Entre os Fios do Destino - Diário Pessoal Eu nunca acreditei muito em destino. Sempre acreditei mais em esforço, em silêncio... e nessa capacidade estranha que o coração tem de esconder aquilo que sente. Em Minas Gerais, minha vida seguia previsível. Rotina, noites longas e pensamentos que eu fingia não ouvir. Até que, em um jogo online qualquer, uma voz atravessou quilômetros e bagunçou tudo. No começo eram só partidas, provocações e madrugadas que passavam rápido demais. Mas, sem perceber, a gente começou a construir algo perigoso: rotina. Ligações que viravam madrugada. Risos em momentos inesperados. Silêncios que diziam mais do que qualquer conversa. Entre ciúmes, orgulho, distância e palavras que muitas vezes ficaram presas na garganta, eu comecei a perceber uma coisa que nunca tinha parado para pensar antes. Talvez amar alguém longe não seja o maior risco. O verdadeiro risco é se acostumar com alguém que você não pode tocar. E quando sentimentos nascem entre quilômetros, inseguranças e escolhas difíceis, uma pergunta começa a ecoar dentro de mim: Algumas pessoas entram na nossa vida por acaso... ou será que, de alguma forma estranha, elas sempre estiveram destinadas a chegar? Porque às vezes o destino não aparece com respostas. Às vezes ele aparece na forma de uma ligação de madrugada. E quando você percebe... alguém que estava tão longe começa a virar casa.
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