A Lenda - (Cidade Invisível)

A Lenda - (Cidade Invisível)

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WpMetadataNoticeLast published Tue, Feb 16, 2021
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Fiction
Romance
Meu trabalho era muito mais do que simples. De dia, era apenas um animal típico que amava nadar e ficar vagando por várias cidades beiradas ao rio, observava, analisava e tirava minhas conclusões, de noite, escolhia minha vítima e fazia com que em uma noite, se perdesse comigo numa madrugada de diversão, libertinagem e muito sensual. Durante décadas foi o que fiz, durante centenas de anos foi o trabalho mais fácil que tive, era simples, escolher uma vítima, fazer com que se encantasse comigo, se apaixonasse e se entregasse pra mim. Fosse homem ou mulher, foi pra mim o trabalho mais prazeroso que poderia ter. Mas num momento específico, maldita cidade onde vim parar, maldito dia em que encontrei essa festa a beira do rio, a encontrei. Olhos negros, cabelos tão cacheados quanto as ondas do mar eram curvas, seu corpo parecia o violão que gostava tanto de tocar em festas. Cada vez que olhava mais para ela, mais me encantava. Quem era? De onde veio? E o mais importante, o que fez comigo? Me sinto aprisionado em seus olhos, seu corpo, seu sorriso... Eu não sei onde isso vai me levar, mas sinto que nunca mais serei o mesmo novamente.
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#712
cidade
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"Era um maloqueiro, coração blindado dificilmente de ser conquistado, várias delas jogado ao seus pés mulherengo cobiçado. Mas sua vida estava pra mudar mal sabia ele, ia se apaixonar. Não podia largar o movimento a favela não ia aceitar. Todo fim de tarde rolava sessão bolava na blunt só por diversão, essa mina rouba minha brisa e acelera o meu coração, nós dois deitados na beira da praia. A areia nós fez de colchão, a lua cheia e o céu estrelado servindo de iluminação. Seus olhos vermelhos com a brisa do mar formava uma bela canção. Uma dose de amor e dois dedos de uísque, degustando a Praia do Leblon. Todo maloqueiro quer uma dona encrenca que feche contigo e haja na transparência, independentemente da lama ou do luxo na saúde ou na doença. Ela prometeu que não ia abandonar que o que precisasse, podia contar E eu me apaixonei no seu sorriso bobo até no seu jeito de andar e eu que na vida sou tão azarado tudo que acontece comigo dá errado Tive a sorte grande de um amor tranquilo (...) Agora o maloqueiro tem sua dama, tudo pra provar que vocês tão errados, vida loka também ama!" (Mc Menor Mr.)

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