A Lenda - (Cidade Invisível)

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WpMetadataNoticeLast published Tue, Feb 16, 2021
Meu trabalho era muito mais do que simples. De dia, era apenas um animal típico que amava nadar e ficar vagando por várias cidades beiradas ao rio, observava, analisava e tirava minhas conclusões, de noite, escolhia minha vítima e fazia com que em uma noite, se perdesse comigo numa madrugada de diversão, libertinagem e muito sensual. Durante décadas foi o que fiz, durante centenas de anos foi o trabalho mais fácil que tive, era simples, escolher uma vítima, fazer com que se encantasse comigo, se apaixonasse e se entregasse pra mim. Fosse homem ou mulher, foi pra mim o trabalho mais prazeroso que poderia ter. Mas num momento específico, maldita cidade onde vim parar, maldito dia em que encontrei essa festa a beira do rio, a encontrei. Olhos negros, cabelos tão cacheados quanto as ondas do mar eram curvas, seu corpo parecia o violão que gostava tanto de tocar em festas. Cada vez que olhava mais para ela, mais me encantava. Quem era? De onde veio? E o mais importante, o que fez comigo? Me sinto aprisionado em seus olhos, seu corpo, seu sorriso... Eu não sei onde isso vai me levar, mas sinto que nunca mais serei o mesmo novamente.
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{NÃO ACEITO ADAPTAÇÕES} Ser um escritor renomado na Tailândia era um verdadeiro sonho se tornando realidade. Minha vida não poderia estar mais perfeita, meu casamento seria em duas semanas com a pessoa mais improvável de todas (Minha melhor amiga), quem poderia imaginar que tantos anos de amizades resultaria nisso? Então quando me deparei com o desafio de escrever um romance de época, minha mente ferveu em ideias, e assim que vi uma matéria sobre uma feira de antiguidades na cidade, decidi ir até lá, buscando inspirações. E quando aquela moça misteriosa me abordou, me oferecendo um medalhão estranho, decidi comprar apenas para ajudá-la. Não faria mal algum um colar velho como aquele, não é? Era isso o que eu pensava e eu nunca estive tão errado. E naquela primeira lua cheia do mês eu senti uma necessidade fora do comum de usá-lo e quando o brilho prateado da lua refletiu nele, tudo ao redor se tornou turvo, me deixando zonzo e quando pisquei os olhos eu estava em meio à árvores enormes e próximo de um pequeno lago. Como eu vim parar aqui? Eu me questionava, sem saber que estava longe da minha cidade, da minha noiva, da minha família, e longe do meu próprio mundo...

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