A guerra terminou, mas nem todos os fantasmas partiram. Alguns aprenderam a caminhar entre os vivos. Outros, a falar através dos olhos de quem sobreviveu. Três anos após a queda de Voldemort, o mundo bruxo se divide entre vingança e reconstrução. Para conter o caos político e social, o Ministério cria um programa experimental de reintegração dentro de Hogwarts: uma ala isolada e silenciosa, onde jovens ligados às Trevas são vigiados, estudados - e, teoricamente, reabilitados. Ali, as paredes escutam. Os retratos desviam o olhar. Hermione Granger não apenas aceitou liderar esse projeto: ela o idealizou. A bruxa mais brilhante de sua geração, agora mais fria e contida, acredita que a redenção é possível. Ou pelo menos, é isso que repete para si mesma nas madrugadas em claro. Até Draco Malfoy atravessar as portas da Redoma. Draco não se mostra arrependido. Não se mostra nada. Frio, magnético e cruel em cada detalhe, ele desafia tudo o que Hermione tenta preservar: a ordem, o controle, a paz frágil que ergueu sobre os próprios traumas. Ele não quer ser salvo. Quer desmascará-la - até que não sobre nada além do que ela esconde de si mesma. Quando um aluno do programa é encontrado morto, a verdade começa a rachar. Hermione mergulha em uma investigação silenciosa, disposta a sacrificar tudo para proteger o que construiu. Mas quanto mais se aproxima da verdade, mais se vê enredada nos jogos mentais de Draco - e nos seus próprios instintos sombrios. Ele a desafia. Ela o confronta. E no espaço entre o veneno e a verdade, alguma coisa começa a nascer - ou apodrecer. No fim, não há vítimas. Nem inocentes. Só cicatrizes - e a escolha de escondê-las, ou se tornar uma com elas. História feita por Ginistra. Cópias não são permitidas sem a autorização da autora.
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