Não tem fogos de artifício, nem trilha sonora dramática. Não tem pedido de casamento, nem promessas eternas. Mas tem a gente. Tem a Tsuki ainda surtando por dentro, mesmo rindo por fora. Tem o Katsuki ainda sendo um ogro de sentimentos mal enfiados, mesmo que agora ele saiba usá-los com mais firmeza que palavras. Tem os amigos rindo alto na sala, discutindo sobre comida, banda, ou quem esqueceu de tirar a toalha molhada da cama. Não é perfeito. Nunca foi. Mas, por algum motivo idiota, é exatamente isso que faz tudo fazer sentido. A vida segue. Entre um caos e outro, entre um beijo torto e uma briga besta. Entre um "eu te amo" disfarçado de "vai se foder" e um silêncio confortável com cheiro de café e cigarro. E mesmo que o mundo desabe - de novo - eles sabem que vão ter um ao outro. Pra transar, rir, gritar, sumir, voltar. Pra viver. Porque no fim das contas, não importa o quão fodido o caminho seja. Se for ao lado das pessoas certas, ele vira lar. E puta que pariu... Que lar.
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