Último Som

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WpMetadataReadTerminé sam., déc. 25, 2021
"A vida inteira, meu mundo foi feito de sons. Cores se convertiam em notas, formas tornavam-se acordes. E tudo convergia em uma melodia infindável, incomparável. Minha alma. A música me reivindicou, me tomou pra si, me escolheu. Tudo o que vejo é música, tudo que sinto é música, eu sou música. Os sons são minha liberdade, o lugar onde meu coração está selado permanentemente, a tranquilidade no centro do furacão. Quando me torno uma com a música, nada pode atingir, nada pode me aprisionar. Estou segura. Estou completa. Eu estava bem em me permitir ser dominada pela minha paixão, desbravar cada partícula infinita dela. Até que tudo se calou. E eu descobri o meu maior, único medo. O silêncio." Luísa está prestes a perder completamente a audição, e junto com ela o elemento central de sua vida. A música. Seis meses. Seis meses estão entre ela e seu maior inimigo, o silêncio. Ela não sabe o que fazer com esse curto tempo, que mais parece roubado de seu destino final. Até que ela conhece Vicente, um jovem felizmente obstinado, disposto a fazê-la escutar todos os sons que jamais ouviu. Cada partícula infinita deles. "Qual a última coisa que você gostaria de ouvir?"
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#108
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O Vizinho

A casa ao lado ficou vazia por anos, até que um novo morador chegou. Ele sorri no momento certo, tem um tom de voz sempre calmo e nunca parece nervoso. Talvez calmo demais. Educado demais. No começo, a família Salgado o recebe com a cortesia habitual. Mas, aos poucos, algo se insinua no ar, algo que não pode ser explicado, apenas sentido. O vizinho parece saber exatamente o que cada um precisa ouvir. Às vezes, sua presença é reconfortante; outras, faz o estômago revirar sem motivo aparente. Ele nunca faz nada alarmante. Nunca diz nada ameaçador. Mas, quando ele olha, ninguém consegue desviar o olhar. Sofia, a filha adolescente, sente como se ele enxergasse através dela. Clara, a mãe, percebe que ele sempre aparece nos momentos certos-ou errados. Miguel, o pai, luta contra a sensação de que algo está fora do lugar, mas não consegue apontar o quê. Já o pequeno Lucas... bem, ele diz que o vizinho nunca pisca. Os dias passam. Pequenos detalhes se acumulam. A tensão cresce. Nada acontece-e, ainda assim, tudo parece prestes a acontecer. Então, uma noite, algo acontece. Mas quando tentam falar sobre isso... ninguém consegue concordar com o que viram. E, pouco a pouco, a pergunta se instala na casa, nos sonhos, nos ossos: Quem, ou o quê, realmente vive na casa ao lado?

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