59 dias com você

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#2 em poesia Eu estive pensando sobre como o amor é sentido pelas pessoas. Recentemente, vi meu coração ser quebrado e machucado por eu não conseguir mais estar em uma relação que não considerava saudável. E tudo isso me fez pensar no propósito do amor. Será que as pessoas compreendem a dimensão disso tudo? Será que todo amor é sentido, vivenciado e superado da mesma maneira? Eu quero acreditar que conheço o amor. Quero acreditar que aquele amor leve e tranquilo será encontrado em uma manhã de sábado. Eu quero acordar ao lado de alguém e sorrir despreocupado e beijá-lo lenta e apaixonadamente. Enquanto isso não acontece, vou escrever sobre um amor cujo os dias foram contados. Cujo sentimento foi brutalmente assassinado para evitar que houvesse muito mais pedaços de mim por toda parte. Esse amor foi breve, intenso, bonito e trágico. Esse amor foi real o suficiente para estar eternizado na minha mente. Esse amor foi bravo, guerreiro e desastroso o suficiente para não ter durado mais do que 59 dias. Mas esse amor foi real e mesmo que por pouco tempo, meu. Talvez um dia eu escreva sobre um amor verdadeiro; daqueles que você sabe que não vai a lugar nenhum. Um amor que brilhe como a luz do sol e você sabe que não há como se queimar. Talvez um dia eu escreva sobre um amor que não precise ser contabilizado ou taxado como próximo do fim. Talvez eu encontre alguém algum dia. Talvez eu tenha esse tipo de felicidade algum dia. Mas agora eu preciso encontrar a mim mesmo no meio de uma despedida. Tentar recomeçar quando foi você mesmo quem decidiu partir.
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Há quem diga que o tempo apaga. Que a idade rouba da memória aquilo que o coração um dia julgou inesquecível. Não é o meu caso. Aos oitenta e tantos anos, com a lucidez intacta, a saúde generosa e uma casa onde o silêncio não dói, mas sussurra, posso afirmar: o que foi vivido com verdade não se perde. Apenas muda de lugar. E às vezes, quando menos se espera, volta - com um perfume antigo, uma música no rádio, uma carta nunca enviada. Sou D.R. Sousa. Não escrevo por saudade apenas. Escrevo porque a memória me é fiel. Porque há nomes que ainda vivem comigo - nas entrelinhas, nos detalhes que ninguém mais vê. Amores que não se apagaram, mesmo que os rostos tenham se diluído nas brumas dos anos. Alguns passaram como cometas - intensos, breves e impossíveis de esquecer. Outros ficaram por longas estações, me ensinaram a dançar com o caos e a chorar em silêncio. Houve os que se foram sem saber que os amei. E os que ficaram dentro de mim mesmo depois de partirem. Lembro de muitos com uma clareza quase dolorosa - os olhos, os risos, até os silêncios. Lembro também das mágoas, dos desencontros, das promessas não cumpridas. Mas me recordo, acima de tudo, da beleza de ter sentido tudo isso. Escrevo agora não por arrependimento, mas por gratidão. Por ter amado. Por ter vivido. E por ainda lembrar - com ternura - de cada um deles...

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