14 partes Continúa Cinco anos se passaram desde a queda de Dôminus.
A guerra terminou, mas a paz nunca chegou de verdade.
A Terra começou a se reconstruir em fragmentos: cidades muradas erguidas às pressas, conselhos políticos improvisados e uma nova ordem baseada no medo do que ainda restava. Entre ruínas e promessas vazias, antigos aliados se tornaram vigilantes, e heróis passaram a ser tratados como lembranças inconvenientes.
Uma diretriz global foi decretada: caçar e eliminar os alienígenas remanescentes ligados ao império de Dôminus.
Na teoria, era uma medida de segurança.
Na prática, tornou-se uma caça indiscriminada.
Refugiados de mundos destruídos passaram a viver à margem das novas cidades humanas, confinados em zonas degradadas, perseguidos por milícias e usados como bode expiatório para cada novo ataque, cada explosão, cada incêndio misterioso. Muitos desses alienígenas jamais haviam lutado. Alguns sequer empunharam uma arma.
Ainda assim, todos eram culpados.
É nesse cenário que Lara assume oficialmente a liderança dos Guardiões. Jovem demais para alguns, marcada demais pela guerra para outros, ela carrega o símbolo da Fênix - não como um título glorioso, mas como um peso herdado. Para o mundo, ela representa o que sobrou da antiga resistência. Para os políticos, é uma incógnita perigosa.
Quando um massacre acontece em uma das zonas de refugiados - com sinais claros de fogo e destruição - a tensão explode.
A culpa recai imediatamente sobre os alienígenas.
E, nas sombras, um novo inimigo observa.
Pressionada por conselhos humanos, pela opinião pública e até por parte de seus próprios aliados, Lara recebe uma citação crítica: ou ela apoia oficialmente a caçada aos refugiados, legitimando a nova ordem, ou se coloca contra o sistema que ajudou a erguer.
A decisão que ela tomar não definirá apenas o futuro dos alienígenas inocentes.
Definirá se a Fênix será lembrada como símbolo de proteção...
ou como mais uma ch