Opposite Purposes

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WpMetadataNoticeLast published Wed, Apr 7, 2021
Layla desde cedo sempre foi muito politizada. Ao 5 anos ela viu sua mãe ser presa acusada de assalto a mão armada, o que era um grande equívoco mas a fez ficar 2 anos na cadeia do outro lado do pais. Aos 10 uma prima a levou a primeira vez a uma reunião do bairro que discutia igualdade e questões raciais e aos 14 se afiliou à primeira vez a um movimento em prol da comunidade negra e latina de Nova York. Já Justin vivia do outro lado da cidade. O lado dos sonhos, luxo e riqueza. Aos 5 tinha uma casa na árvore maior que um apartamento. Aos 10 já havia conhecido mais de 7 países e aos 14 ele já frequentava as festas da elite nos clubes chiques do Hamptons. Layla e Justin eram o oposto em tudo! Nas ideologias, nas prioridades, nos assunto, na vida e principalmente em seus propósitos. Mas um sábado à tarde na Universidade de Nova York pode ser a única semelhança entre eles. E que baita semelhança.
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Depois de quase vinte anos longe, Agatha se vê novamente no caminho de casa que deixou para trás. Partiu como uma jovem cheia de sonhos e agora retorna à beira dos quarenta, carregando frustrações e angústias que jamais imaginou. A morte de Javier Vidal, que sempre foi um pai, a obriga a voltar para a cidadezinha em que crescera, mas o verdadeiro tormento não tem anda a ver com essa perda e sim com os fantasmas do passado, especialmente Rio. Agatha e Rio eram inseparáveis. Cresceram juntas, dividiram tudo e foram o primeiro amor uma da outra, como em um conto de fadas, aquelas histórias em que, ainda na infância, as almas gêmeas se entrelaçam. Mas enquanto Rio amava a vida na fazenda, os cavalos e o aconchego da cidade pequena, Agatha queria o mundo; sonhava com tribunais, livrarias imensas e cidades desconhecidas a serem exploradas. No fim, ela foi embora e Rio ficou. Agora, ao retornar à sua cidade natal, Agatha se vê forçada a encarar não apenas as consequências do que escolheu para si, mas principalmente, daquilo que abriu mão. Rio também mudou. O tempo e a dor a fizeram crescer, ela ficou, mas não é a mesma pessoa. Apesar de compartilharem a cicatriz de um amor que um dia acreditaram ser tudo, nenhuma das duas é mais a mesma pessoa. Elas não se conhecem mais. O que dói mais? O passado que deixamos para trás acreditando num futuro incerto cheio de sonhos e expectativas? O tão esperado presente que se revelou angustiante, sem ter nada do esperado? Ou o peso de olhar nos olhos de alguém e perceber que todo o seu futuro, toda a sua vida, poderia ter sido diferente? A pior parte é que a resposta para todos esses questionamentos se desdobra em outro: como fazer com que tudo seja diferente agora?

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