Almas conectadas

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WpMetadataNoticeLast published Sun, Aug 8, 2021
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Ele simplesmente não parava de me encarar, havia uma certo desejo em seu olhar penetrante e desafiador. "Por que você esta me olhando tanto?" Pergunto confiante, ao contrário do que eu realmente estava sentindo naquele momento. " Eu gosto... de te olhar" ele fala se aproximando em minha direção, levantando uma de suas mãos até a lateral do meu rosto, e tirando uma mecha de cabelo que estava solta, a posicionando atrás da minha orelha. O que me causa um arrepio repentino "Eu sou o próximo alvo dele?" Me questionava mentalmente. " O que você quer?" Pergunto já irritada com os joguinhos, que ele por sinal amava " O que você acha que eu quero ?" Me pergunta com um sorriso sacana, e agora fazia questão de intercalar seu olhar entre meus olhos e minha boca. "Você não acha que temos uma certa conexão?" Ele fala envolvendo uma de suas mãos até minha cintura me puxando contra seu corpo. Eu podia ver seu sorriso se formando ao me ver encarando seus lábios Eu podia ouvir nossas respirações com aquela tensão envolvente Sua mão se encaixando cada vez mais forte em minha cintura exposta Ele se inclina até minha orelha esquerda, causando mais um vez um arrepio ao sentir sua respiração quente próximo ao meu pescoço. " Eu sei que você quer ... " ele sussurra. (...)
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Ele me olhava como se tivesse acabado de me caçar - os olhos escuros cravados em mim, sedentos, enquanto o uísque girava lento no copo, como o sangue ainda fresco no chão entre nós. Sua respiração era densa, febril, quase tão quente quanto a vida que acabáramos de arrancar. O cheiro metálico da morte se misturava ao perfume da sua pele, e eu... eu não conseguia respirar sem ele. Ele era meu medo e minha redenção. Minha sentença e minha salvação. Estar ao seu lado era como cair num abismo e desejar que ele nunca tivesse fim. Eu me agarrava a ele como quem se afoga na própria insanidade - e ainda assim implora por mais. Ele me matou antes de qualquer outro. Quando me olhou daquele jeito. Quando sussurrou meu nome com aquela voz rouca, carregada de vício e poder. Eu não tinha mais corpo, nem alma. Só vontade. Vontade de tê-lo. De me perder inteiro nele. O mundo morreu no instante em que o sangue respingou nas nossas mãos. E ali, entre a morte e o desejo, eu soube: eu precisava dele mais do que da droga, mais do que do ar. Se ele me deixasse, eu não sobreviveria nem à próxima batida do meu coração. E ele sabia. E sorria. Porque ele também precisava de mim. Doentio. Louco. Viciado. Meu.

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